OPINIÃO

Artigo: O que Deus quer de nós?

Artigo: O que Deus quer de nós?

Por: Pablo Dávalos - Engenheiro de Produção, MBA executivo em Gestão Industrial

Por: Pablo Dávalos - Engenheiro de Produção, MBA executivo em Gestão Industrial

Publicada há 2 horas

  Dinheiro, poder, cargos, status, lazer, vícios, sexo, luxuria, entre outras distrações poderia descrever uma lista vasta de coisas que nos afastam de Deus, mas não é necessário. Sabemos perfeitamente o que nos afasta espiritualmente daquilo que realmente importa na vida.

Costumamos perder muitos anos atrás de coisas materiais que são necessárias mais não primárias. E mesmo assim adoecemos por isso, como se fosse uma regra a ser seguida gerações atras de gerações. Não precisamos disso. Precisamos de Deus.

  Em qual momento do dia paramos para pensar, se aquilo que estamos fazendo transformará nossas vidas e impactará em nossa felicidade nos próximos anos? A pluralidade do grupo comunitário mundial tem incentivado a criação de formação de opiniões que podem destruir com muita mais velocidade os mesmos valores que se levaram décadas para serem construídos com alicerces familiares. A deformação daquilo que entendemos por valor, está acontecendo no mesmo intervalo de tempo em que dizemos viver. A engenharia emocional é implacável, e está se expandido a ponto de narrativas, jogos, vídeos, aplicativos corroerem a infantilidade, inocência e pureza de crianças e adolescentes. Tem sido muito comum ferramentas inofensivas serem usadas como armas midiáticas moldando percepções e tentando impor uma ficção para ser aceita como a nova realidade soberana. É impossível servir a dois senhores ao mesmo tempo. Quanto tempo perdemos na vida digital e não na espiritual? A teoria da relatividade nos explica facilmente que a realidade perceptível de tempo é diferente para cada ser humano, e isso explica porque uma hora de leitura bíblica para muitos parece ser uma eternidade quando uma hora de redes sociais assistindo vídeos de qualquer tipo de conteúdo, menos de Deus, parece voar.

  O ponto é que não levamos a sério o que Jesus nos pediu “dá a César o que é de César e dá a Deus o que é de Deus.” Não levamos a sério aquilo com o que não nos importamos. Passamos dias e dias sem pensar no verdadeiro sentido da vida, que seria servir a Deus, amar o próximo, ou no mínimo tentarmos ser seres humanos melhores. É um desafio mesmo acreditar em amor quando o que vemos é somente ódio, rancor, egoísmo e maldade. A verdade é que Jesus nos disse para não pertencermos ao mundo, e penso que é pelo fato do mundo ter poder de moldar nossa essência. O mundo exerce enorme poder, influencia, sedução sobre nosso íntimo e é capaz de destruir nossa capacidade de amar, respeitar ou enxergar bondade até onde não há, o mundo muda nossa visão a ponto de perdermos a noção de ver luz no fim do túnel, pois o que o mundo quer é que somente vejamos escuridão. Acredito que por isso Jesus deu sua vida por nós, pois novamente, levamos a sério somente aquilo com o que nos importamos e Jesus realmente acreditava fielmente que poderia nos salvar do mundo. Mas infelizmente essa é uma decisão nossa. É uma escolha nossa pertencer ou não a este mundo obsoleto e sedutor.

  Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensina a pedir somente pelo pão nosso de cada dia. Interpreto isso como uma tentativa Dele de nos incentivar com a preocupação diária, e não com a ansiedade pelo futuro, do que virá a acontecer. Creio que Ele queria que somente pensássemos em um passo de cada dia, ser melhor hoje, ser melhor agora, pedir a Deus somente pelo que podemos resolver neste exato segundo e não amanhã. Existe algo além desta vida com certeza, Deus não criaria algo tão precioso como a alma, o olhar, respiração, o suspiro da vida para se resumir apenas a uma expectativa de nó máximo 100 anos de vida (com muita sorte). A bíblia é um guia para sermos felizes, para saber o que realmente importa. Todos temos uma em casa, mas nem todos lemos sequer uma sílaba dela todos os dias assim como vemos nossos celulares. Deveríamos. 

Pablo Dávalos é Engenheiro de Produção, MBA executivo em Gestão Industrial – FGV, Especialista em solos e nutrição de plantas – USP, Especialista em PPCP black belt six sigma e Empresário no ramo de agronegócios.

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