José Renato Se

Cinema em Casa.

Cinema em Casa.

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor

Publicada há 7 anos

Com minha aposentadoria diminui meu ritmo de trabalho. Agora leciono apenas na UNIJALES.

Às segundas – ao menos nesse semestre – estou liberto de obrigações profissionais. Ócio total. Faço apenas aquilo que me é prazeroso.

A noite recolho-me para meu quarto, após leituras e estudos, ou mesmo, após nada.

Ligo a televisão em busca de algo prestável. Tarefa árdua.

Até a pouco era inevitável: assistir aos programas esportivos. Cansei!

Hoje somente o de meu amigo Vono.

Resta apenas a esperança de encontrar um filme. Pelo menos “assistível”.

Meu amigo Washington comentara comigo acerca do filme “Corra!”. Dissera que gostara muito. Segundo suas observações: “- Era uma forma diferente de abordar o racismo”.

Fiquei curioso.

Segunda-feira retrasada constatei que o filme seria apresentado às vinte e duas horas no TELECINE.

Reservei.

Assisti ao filme.

Gostei bastante. Surpreendente.

Lembrei dos comentários de meu amigo.

A película trabalha de maneira muito singular a questão do racismo. Diria cínica, irônica. A ação transita entre o cômico, o suspense, de certa forma até a ficção. Todavia, o mais importante é aquilo que não é dito. Que não está explícito.

Brancos eleitores de Obama que continuam a odiar e segregar negros e todas as outras etnias. No entanto, deixam transparecer um recalque em relação a negritude.

O negro é representado por dois personagens. Díspares. Transitam entre a compreensão e tolerância de um, até ingênuo; e a intolerância, mais ainda, a lucidez e a descrença do outro.

Parece que o filme está a nos dizer: “- Sim, há negros bons e ruins. Porém, é difícil encontrar brancos bonzinhos.

Enfim: “não há pureza de raça”.

Se, por ventura, não se pretender ver nada disso, ou seja, assistir ao filme, pelo prazer de fazê-lo, como entretenimento; ótimo. Faça.

Ótimo filme para você.

 

 

últimas