A boa surpresa de segunda-feira retrasada permitiu-me, criar uma expectativa na outra semana. Fui contemplado.
Assisti no dia 19/03/2018 no Telecine uma sensível película: “O Filme da Minha Vida”. Dirigido por Selton Melo, com Vincent Cassel, Ondina Clais, Johnny Massaro, Bruna Lynzmeyer, Bia Arantes e Rolando Boldrin, dentre outros.
A registrar: Vincent Cassel é ator francês, todavia, reside no Brasil há alguns anos. Por isso, é fluente em português.
Chamou-me muito a atenção o trabalho sério dos atores. Atuações contidas e seguras, sem afetações, as quais, exalavam sentimentos. Puro exercício estético. Fiz questão de nominar os atores acima. A eles estendo meu comentário. Há muito não via um trabalho conjunto, harmonioso e orgânico de atuações, cujo resultado é de um filme bem apresentado.
Vale salientar, a direção segura de Selton Melo. Brilhante trabalho de atores, bem como sua própria atuação. Plano firmes e bem direcionados. Sem inovações, porém, sem delírios e arrogância. Um trabalho muito bem realizado.
A destacar também o trabalho – mais uma vez – belíssimo de fotografia, sob a responsabilidade do talentosíssimo Vladmir Carvalho. Suas lentes captaram tons pastéis, às vezes meios foscos, obtendo imagens do passado. Luz e câmeras perfeitas. Sem excesso. Uma contenção comovente.
É evidente, as belas paisagens das Serras Gaúchas corroboram para o clima de êxito da produção. No entanto, há que se ressaltar a maestria das lentes e câmeras para captá-las.
A história é leve. De certa forma, segue sem surpresas. Todavia, o roteiro soube entremear o drama da ação com momentos de doçura e leveza, com músicas dos anos sessenta, capturando uma com perfeição um clima de nostalgia e a ingenuidade da primeira metade da década.
A nobre presença de Rolando Boldrin edifica um trabalho bem feito.
Selton Melo surpreendeu-me.
Belo trabalho. Belo feito.
Permita-se à experiência da estética.
Divirta-se.
Comova-se.