OPERAÇÃO SKAL

PF 'leva' Edinho Araújo para depor em operação que prendeu amigos de Temer

Publicada há 8 anos

PF 'leva' Edinho Araújo para depor em operação que prendeu amigos de Temer


O atual prefeito de São José do Rio Preto, o emedebista Edinho Araújo, foi intimado a depor na sede local da Polícia Federal na manhã da última quinta-feira, 29. Ele teria deixado a sede da PF por volta das 11h10, após ter sido intimado por policiais no apartamento onde reside no centro de Rio Preto. O depoimento durou cerca de uma hora e meia.


Edinho, ex-ministro dos Portos, foi um dos alvos da Operação Skala, deflagrada pela Polícia Federal que prendeu os amigos do presidente Michel Temer, destinada a apurar pagamentos de propinas para beneficiar empresas do setor portuário no decreto dos portos.


“Recebi a intimação para comparecer na Polícia Federal, compareci espontaneamente, prestei todo esclarecimento e como fui ministro dos Portos e os fatos envolver isso. Prestei as informações, perguntaram se eu conhecia as pessoas. As minhas ações foram pautadas pela lei e ordem. Todas as ações que envolvem os Portos, de questões de concessão tinham parecer jurídico, da Advocacia Geral da União, estou super tranquilo. Como ministro dei andamento aos processos que já existiram”, disse o prefeito em entrevista coletiva no Gabinete.

Nenhum delegado federal comentou a respeito das declarações de Araújo.


Antecedentes


Edinho foi Ministro dos Portos por cerca de 10 meses, em 2015, durante o mandato de Dilma Rousseff (PT). Na época, ele foi indicado ao cargo pelo atual presidente Michel Temer (MDB) por serem amigos e do mesmo partido, época em que ocorreu a renovação contratual com a Libras, empresa envolvida nas investigações.

Operação Skala


A Operação foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que investiga se Temer, por meio de decreto, beneficiou empresas do setor portuário em troca de suposto recebimento de propina, após solicitação da procuradora geral Raquel Dodge. Dentre os presos temporariamente estão José Yunes, advogado, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer; Antônio Celso Greco, empresário, dono da empresa Rodrimar; João Batista Lima, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo e amigo de Temer; Wagner Rossi, ex-deputado, ex-ministro e ex-presidente da estatal Codesp; Milton Ortolan, auxiliar de Wagner Rossi e Celina Torrealba, uma das donas do grupo Libra.

últimas