Por Marcela Barbar

Policial Civil Marcos Mororó
O dia da Polícia Civil foi comemorado no sábado, 21 de abril. A data homenageia o orgão responsável pela segurança que é oferecida à população e a manutenção da ordem pública.
A criação do Dia da Polícia Civil é uma homenagem à figura de Tiradentes (Joaquim José da Silva Xavier), o patrono das polícias Civil e Militar brasileiras.
Em entrevista à reportagem de “O Extra.net”, o policial civil Marcos Mororó que, atualmente, trabalha na DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) falou um pouco sobre como funciona o trabalho da polícia.
O EXTRA: Como e quando foi que você percebeu que queria se tornar um policial? Em algum momento pensou em desistir da profissão devido aos riscos?
MARCOS: Acredito que o policial que ama a sua profissão e exerce o seu trabalho com dedicação e comprometimento, é um vocacionado. Eu me considero um vocacionado, nasci pra ser polícia! Sou formado em Direito, tenho a carteira da OAB, mas desde a infância eu tinha admiração pela figura do policial. E foi durante o estágio de dois anos que tive com um Promotor Criminal, na época da faculdade de Direito, que confirmei a vontade de me tornar policial. Sobre desistir da profissão devido aos riscos, jamais pensei nisso! Sempre tive consciência de que o risco é inerente à profissão do policial. Estamos sujeitos a uma troca de tiros, emboscada, à reação violenta de um abordado, acidente em perseguição automobilística, ou até mesmo cair de cima de um muro ou de uma casa. Mas tudo isso faz parte do plano!
O EXTRA: Como é feito o trabalho da Polícia Civil?
MARCOS: A Polícia Civil combate o crime através da investigação criminal.
A Polícia Militar trabalha na prevenção do crime, ou seja, com o patrulhamento nas ruas, evita que o crime ocorra. Mas infelizmente nem sempre o crime pode ser evitado. É neste momento que se inicia o trabalho da Polícia Civil – a partir do cometimento do crime. No meu trabalho na DISE – Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes, recebemos denúncias sobre ocorrência de tráfico de drogas. A partir dessas denúncias iniciamos as investigações com o objetivo de prender os traficantes e apreender as drogas. Uma delegacia da Polícia Civil geralmente tem uma equipe composta por Delegado de Polícia, Investigadores de Polícia, Agentes Policiais, Escrivães de Polícia, dentre outros cargos policiais. Cada um desses profissionais possuem atribuições e especialidades específicas, que somadas, contribuem para a elucidação e esclarecimento dos crimes.
O EXTRA: Quais os crimes mais difíceis de serem investigados?
MARCOS: A investigação, de qualquer crime que seja, precisa de um elemento essencial para o resultado positivo: informação! Trabalhamos para o bem estar do cidadão e precisamos da colaboração deste para tirar os criminosos de circulação e proporcionar um convívio pacífico e tranquilo às pessoas de bem. E até pela necessidade de tais informações, entendo que o Homicídio seja um crime mais difícil de ser investigado. É um crime que carece de testemunhas, que geralmente tem receio de dar informações.
O EXTRA: Em nossa região, existe algum lugar específico que predomina mais um certo “tipo” de crime?
MARCOS: Não. O crime que predomina hoje é o tráfico de drogas. Mas ele não ocorre em lugar específico. Em qualquer cidade ou vila da nossa região ocorre o tráfico de drogas. Em alguns lugares com mais intensidade, e em outros com menos, mas sem lugar específico. Droga: o mal da humanidade!
O EXTRA: Como é realizado o trabalho da Polícia Civil em conjunto com a Polícia Militar?
MARCOS: Trabalhamos com troca de informações sobre criminosos e locais onde vem ocorrendo crimes. Durante as ocorrências, uma instituição policial apoia a outra sempre que possível. No caso da DISE - especializada em drogas -, realizamos vários flagrantes de tráfico em trabalho conjunto entre policiais civis e militares. Juntos somos mais fortes!
O EXTRA: A polícia trabalha para ajudar na segurança defendendo a população. Existe alguma polícia que possui o trabalho mais perigoso que a outra?
MARCOS: Não! Como eu disse anteriormente, o risco é inerente ao trabalho policial, seja ele Civil, Militar ou Federal. Estamos armados o tempo todo e a qualquer momento, no horário de trabalho ou de folga, estamos sujeitos a agir, no estrito cumprimento do dever legal ou em legítima defesa (nossa ou de terceiros). Então o perigo é real para o policial de qualquer instituição - depende da situação em que ele se depara.