Gustavo Jesus

Rua Antônio Papa não recebeu sequer as guias e sarjetas
Acaba neste domingo, 6, o prazo para que a Construtora Vilarinho entregue as obras de pavimento asfáltico no Jardim Ipanema. Porém, como as imagens que ilustram essa matéria mostram, não será dessa vez que moradores de trechos das ruas Nelson Pinto Santos Gomes, Catarina Morelli Goss, Manoel Martins, Rua 11 e a avenida Antônio Papa, irão ver o asfalto.
Em 16 de maio, ainda no governo Ana Bim, a Prefeitura assinou a ordem de serviço que autorizou que a construtora iniciasse a obra orçada em R$342.179,60. O convênio do Governo Federal previa a entrega das benfeitorias em até 18 meses.
O primeiro prazo de entrega da obra expirou em 7 de novembro de 2017, já na gestão do atual prefeito André Pessuto. Utilizando-se de dispositivos legais, foi firmado um termo aditivo que prorrogou a entrega do serviço para mais 180 dias. O prazo se encerra amanhã e pouco foi feito desde então.
Entre a prorrogação do vínculo e a data de hoje, a Prefeitura notificou por duas vezes a construtora. Na primeira delas, em 5 de março deste ano, ela pede justificativas para o "atraso no cumprimento das exigências do cronograma físico-financeiro apresentado". Em 16 de março houve a reiteração da notificação, desta vez apresentando um prazo de cinco dias para a resposta.
Passados dois meses das notificações, a única mudança entre as fotos apresentadas na época e as de hoje, é a construção das guias e sarjetas da Rua 11. No mais, a obra seguiu parada e longe da entrega do asfalto tão desejado pelo moradores. A Prefeitura deve chamar a segunda colocada do certame licitatório para terminar o serviço.
Ao longo dos últimos meses os vereadores têm reclamado em quase todas as Sessões da Câmara sobre a falta de capacidade da construtora em terminar todas as obras em que venceu o processo de licitação. Vereadores acusam a empresa de falta de capacidade técnica, já que a mesma pegou uma série de obras ao mesmo tempo nos últimos anos.
Palavra da Construtora
De acordo com a Construtora Vilarinho, as chuvas fizeram com que as obras não pudessem ser concluídas a tempo. "Após a prorrogação da obra tivemos 72 dias de chuvas nesse período como pode constar no site da ciiagro.sp.gov.br. Devido a essas chuvas atrasou a obra, fazendo com que retomássemos quando a chuva deu uma cessada parcialmente. Com a retomada em abril executamos as guias e sarjetas, terraplenagem e concretagem das calçadas e regularização e compactação do sub-leito", disse Guilherme Vilarinho, dono da construtora.