RISCO

Mocó em caixa d'água entra na mira do MP

Publicada há 8 anos

Da Redação



O Ministério Público de Rio Preto notificou a Prefeitura por conta do abandono de uma caixa d'água desativada do Semae, no Jardim Paraíso, zona Norte da cidade. O local é usado como mocó por usuários de drogas e moradores de rua, que ocupam dois pavimentos da construção. Há risco de a estrutura desabar.

A apuração acontece a pedido da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que enviou ofício ao MP e à Prefeitura pelo delegado André Balura, solicitando providências urgentes do poder público.


"Pelos relatos dos ofícios a situação é de risco," afirmou Clementino responsável pela notificação da Prefeitura. "Encaminhei pedindo informações sobre as providências que estão sendo tomadas." Caso não tenha nenhuma ação para que as melhorias sejam garantidas, o promotor afirmou que pode entrar com ação judicial contra o município. "Seria o caso de entrar com uma ação civil pública."


Instalada em um terreno na rua Felício Assad, vizinho das três ruas principais da zona de meretrício da cidade, a caixa d'água fica de frente para avenida Domingos Falavina, onde está a DIG, atrás da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) da Vila Mayor e de uma creche do bairro. Com 30 metros de altura, a estrutura está servindo de abrigo para usuários que ocupam o "térreo" e o "primeiro piso" do local.

Com lonas e até sofás, os moradores ficam por lá dia e noite. Ocupação que segundo o coordenador da delegacia especializada, Fernando Tedde, traz riscos tanto para crianças, idosos e pessoas que passam pela área, como também aos próprios moradores em situação de rua. "A estrutura lá está exposta e com riscos para quem mora lá. Solicitamos preocupados com a segurança dessas pessoas", disse o delegado.


Desta forma, a DIG pede a "imediata demolição da referida caixa d'água a qual está ali em desuso e inoperante, servindo de mocó", afirma trecho assinado pelo delegado Balura.


Os problemas listados pela Polícia Civil também denunciam o mato alto e o lixo descartado de forma irregular. Abandono que causa preocupação de vizinhos. "Não tem segurança. Faz tempo que não tem limpeza também", afirmou Marina dos Anjos Ribeiro, de 29 anos, que saía da UBSF com o filho de cinco anos.


Para tentar solucionar o problema, o delegado pede que o município faça uma faxina urbana na região e até a instalação de cerca do terreno. "Visando sobretudo a urbanização do local para que o mesmo, quando limpo, não sirva de local para esconderijo de drogas", reforçou Balura. A polícia também reforça a necessidade de mais iluminação no bairro. "De modo a espantar os malfeitores que se aproveitam do escuro ou mesmo da penumbra para praticarem o tráfico no local."


De acordo com Tedde, o ofício faz parte de um trabalho da DIG de tentar revitalizar a região do Jardim Paraíso e combater a violência e o tráfico de drogas da região. Segundo o delegado, imóveis particulares identificados em situação de abandono também estão sendo demolidos. "Quando a gente encontra em casa abandonada, estamos pedindo a demolição para evitar o uso pelo tráfico de drogas", complementou. "A proposta é ao longo do tempo melhorar as condições do bairro (Jardim Paraíso) e região."


Não tem verba

Por meio de nota da assessoria de imprensa, a Prefeitura afirmou que "por ora não há orçamento previsto para as alterações." Já sobre a notificação, a comunicação informou que os ofícios serão respondidos.

(*Com informações do Diário da Região)


Mocó em caixa d'água entra na mira do MP

Caixa d'água no Jardim Paraíso é usada como mocó e corre risco de desabar

últimas