Mariangela Ange
Do veneno do sofrimento ao néctar da felicidade
Do veneno do sofrimento ao néctar da felicidade
Mariangela Angeluci Siqueira - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana
Mariangela Angeluci Siqueira - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana
Algumas pessoas são bem engraçadas, não compreendem que a felicidade provém do autoconhecimento. Autoconhecimento ou, em outra forma de expressar, Despertar da consciência. Veja bem, é comum nos depararmos com muitas pessoas que nascem, crescem, trabalham, pagam contas, reproduzem e morrem, sem deixar nenhum legado para a Humanidade. Estão apenas sobrevivendo a esse mundo, fazendo o que elas acham que é esperado delas. Vivem no piloto automático. E, interessante é ver que essas pessoas ainda acham que isso é “normal”.
Estamos em um estágio da evolução humana que, muitos questionamentos tem surgido, muita coisa que, antes não era tão importante, tem tomado lugar em nossas percepções. Quem está pronto para despertar, percebe estas coisas, essa nova era e, algumas vezes, pode passar por períodos de grandes turbulências, tanto internas, quanto externas. Vivemos por décadas num padrão bastante limitado em termos da nossa relação com nosso mundo interno e externo. É fácil perceber isso quando falamos de relacionamento amoroso. Quantas pessoas você conhece que estão passando por um momento turbulento em suas relações amorosas? O amor em si mesmo, traz diversos questionamentos imediatos. Esse sentimento sempre foi tabu e fonte para muita conversa. Estamos em transição e é preciso que dialoguemos muito acerca de alguns assuntos chave. O amor e as relações humanas são uns deles.
Há uns 30 anos atrás, namoro era considerado uma coisa totalmente diferente do que é hoje. Namorar era algo extremamente sério. O relacionamento entre duas pessoas era um passo muito restrito, com diversas regras, valores, significados, diretrizes, etc. Atualmente, muita coisa mudou. De 8 foi para 80. O difícil está sendo encontrar um equilíbrio entre estas duas eras. Daquilo que, antes, era muito sério para o que, hoje, é facilmente descartável. Do que, antes, era muito sólido para o que, hoje, é muito líquido. Mas, uma coisa há em comum entre essas duas eras. Em ambas, a maior dificuldade é falar de amore, consequentemente, sentir o amor.
Como amar sem poder ser livre? Como amar sendo totalmente livre? Como amar tendo tantas regras que determinam o que é o amor?
O segredo está em encontrar o amor dentro de você. O amor é um sentimento infinito! Ele jamais poderá ser represado, representado, explicado e, talvez, nunca, seja realmente compreendido. É preciso deixar que o amor simplesmente exista, descobrir ele de dentro para fora de você. Quanto mais livre é este sentimento, mais ele flui e nos contempla. Se o amor é aprisionado em padrões, ele se esgota, se esvai, derrete, desaparece, deixa de ser amor e passa a ser medo.
Para sermos capazes de atravessar esse vale do sofrimento e alcançar a verdadeira felicidade, é importante que saibamos a necessidade de passarmos por 3 estágios:
Não necessariamente estes estágios estarão nesta ordem, mas, o importante é atravessar pelos três.
Eu comigo mesmo é quando eume descubro, me aceito, me desafio, me compreendo, para de me julgar e me limitar e consigo passar a pensar com o meu coração.
Eu com o outro é quando me relaciono com as pessoas ao meu redor, também de uma forma livre, sem expectativas e, muito menos, julgamentos e regras. Meu parceiro/parceira, pai, mãe, avós, irmãos, colegas de trabalho, enfim... todas as pessoas que cruzam o meu caminho existem com o propósito de me ensinar algo. O outro é a maior escola que temos. Nossas relações nos ensinam muito sobre nós mesmos, até porque, o outro é apenas um grande reflexo de nós mesmos. O que me incomoda no outro, sempre tem base em meu próprio interior.
Eu com Deus é quando entendo a importância da espiritualidade, independente de religiões. Evoluir espiritualmente é indispensável para uma vida plena. Neste estágio, sou capaz de entender que sou na hora certa, com a pessoa certa, no lugar certo. Entendo que tudo acontece por uma razão maior. E, assim, posso ser livre.
Entregar, confiar, aceitar e agradecer me prepara para receber tudo o que mereço e, por fim, compreendo que todos viemos para esta vida para sermos felizes e plenos. A chave da transformação está bem dentro de nós. O que não gosto no outro, modifico em mim, assim, construo uma vida mais de acordo com aquilo que desejo e acredito e atraio exatamente as pessoas e coisas que estão dentro dessa perspectiva para a minha vida.
Te convido a se aprofundar e mergulhar em si mesmo, nessa busca de compreender e transformar nosso mundo num mundo melhor para se viver.
Como dizia Chapolim Colorado: Sigam-me os bons!