Eternium

A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo

A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo

Eternium

Eternium

Publicada há 7 anos

MINUTINHO:

A maior doação

Quantas vezes detivemos o gesto por acreditar que a nossa contribuição é diminuta, insignificante?


Quantas vezes, ante campanhas desencadeadas por pessoas ou instituições, sentimos a vontade de contribuir e nos esquivamos?


Sempre e ainda em nome de que o que temos a oferecer é muito pouco.

E contamos que quem tenha muitas posses, quem detenha melhores condições do que as nossas, doe, em nome da fraternidade, da solidariedade.


E, no entanto, essa migalha poderá fazer falta a alguém que espera a bênção do alimento, do remédio, do agasalho.


Esquecemos de que o imenso oceano se formou a partir de pequenas gotas. E cada uma delas tem sua riqueza própria e especial.


Quando se trata de presentear amigos que detenham melhor status social do que o nosso, refreamos o gesto de doação porque pensamos que aquele mimo que confeccionamos é tão modesto, tão pequeno para quem tem tanto.


Contudo, por vezes, essas pessoas que imaginamos tenham tudo, apreciam e muito, algo pequeno, despretensioso. Algo que elaboramos com nossas mãos, com nossa criatividade e que se encontra repleto das nossas boas e amorosas vibrações.


Uma lembrancinha que fará a grande diferença no dia de quem está acostumado a ganhar presentes caros de pessoas ilustres.


Presentes envoltos em papel refinado com abundantes e caprichosos laços de fita.

Pensamos e pensamos e deixamos de fazer coisas tão extraordinárias. Deixamos de ofertar a nossa migalha, nossa gota ao oceano.


As crianças não têm esses pruridos. Elas colhem uma flor no meio do campo e correm a entregá-la para o amigo, a mãe, a professora. Felizes, como se aquela fosse a mais rara e bela flor do Universo.


E isso porque quando eles a viram, a acharam bonita, colorida e decidiram oferecê-la a quem amam. Espontaneidade. É o que nos falta: deixar que fale e aja o coração.


Por isso, o gesto daquele menino italiano repercutiu nas redes sociais.

Desejando agradecer pela cura de sua mãe, ele entregou um envelope ao médico que a tratara.


Ao abrir, doutor Peter Calderella ficou emocionado. Em meio a palavras de agradecimento, havia quarenta e cinco centavos que o garoto tinha economizado.

Tudo com uma recomendação: que o médico utilizasse aquele valor para fazer pesquisas a fim de descobrir a cura do câncer.


O menino tem apenas cinco anos e, com certeza, não tem a exata dimensão da importância de uma pesquisa científica, nem imagina quanto ela custa.

No entanto, ele simplesmente se permitiu expressar a sua generosidade.


Doou o que tinha. O seu tesouro. Todas as suas economias. Algo que nos lembra muito bem o óbolo da viúva da parábola narrada pelo Mestre Jesus.

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CRÔNICA

O hospital do Senhor

Uma pessoa que não estava se sentindo bem, há algum tempo, fez a seguinte declaração:

Todo ano faço um check-up para avaliação de minhas condições de saúde. Um dia desses, resolvi fazer um exame diferente e fui a um hospital muito especial. O hospital do Senhor.


Queixei-me de cansaço da vida, de dores nas juntas envelhecidas. Falei do coração descompassado pelas muitas preocupações e da carga de obrigações que me competem.


Logo que cheguei minha pressão foi medida e foi verificado que estava baixa de ternura.


Recordei que há muito tempo não estou fazendo exercícios nessa área. Havia esquecido da necessidade de expressar carinho com gestos pequenos, mas muito importantes.


Quando foi tomada minha temperatura, o registro foi de quarenta graus de egoísmo. Então me lembrei de como estou guardando coisas e mais coisas, sem dar nada a ninguém, mesmo quando campanhas fazem apelos pela televisão, rádio, jornais.

Sempre achei que alguém daria o suficiente e que eu não precisava fazer nada.

Fiz um eletrocardiograma e o diagnóstico registrou que estou precisando de uma ponte de amor. As veias estão bloqueadas por não ter sido abastecido o coração vazio.


Ortopedicamente foi constatado que estou com dificuldade de andar ao lado de alguém. É que tenho preferido andar a sós. Caminho mais rápido, sem que ninguém me atrase.


Também foi observado que não consigo abraçar os irmãos por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha vaidade.


Nos olhos foi registrada miopia. Isto porque não consigo enxergar além das aparências.


Examinada a audição, reclamei que não estava ouvindo a voz do Senhor e o diagnóstico foi de bloqueio em decorrência de uma enxurrada de palavras ocas do dia a dia.


A consulta não custou nada. Fui medicado e recebi alta. A receita que recebi foi para usar somente remédios naturais que se encontram no receituário do Evangelho de Jesus Cristo.


Ao levantar, deverei tomar um chá de Obrigado, Senhor para melhorar as questões referentes à gratidão. Ao entrar no trabalho, uma colher de Bom dia, amigo.

De hora em hora, não posso me esquecer de tomar um comprimido de paciência, com meio copo de humildade.


Ao chegar em casa, será preciso tomar uma injeção de amor para melhorar a dificuldade de relacionamento familiar. Toda noite, antes de deitar, duas cápsulas de consciência tranquila para que eu tenha um sono reparador.


Foi-me dada a certeza de que se seguir à risca toda a prescrição médica, não ficarei doente e todos os meus dias serão de felicidade.


O tratamento tem também um caráter preventivo. Assim, somente deverei morrer, por morte natural e não antes do tempo determinado.


Autoria desconhecida


Frase da semana

"A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não do estado
material em que se acha”
. Alan Kardec

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