Mariangela Ange

O sagrado masculino

O sagrado masculino

Mariangela Angeluci Siqueira - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana

Mariangela Angeluci Siqueira - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana

Publicada há 7 anos

Ontem foi aniversário de uma das pessoas mais importantes em minha vida: Meu pai. De uns tempos para cá, venho me conscientizando muito sobre a importância que nossos pais tem em nossas vidas presente e futura. Estar em paz com o seu passado, contribui infinitamente para as suas relações atuais. A harmonia em sua relação com o masculino em sua vida, provém da harmonia que você tem hoje com o seu pai. O nosso pai representa muitas coisas em nossas vidas, portanto, ame de todo o coração o pai que você tem. Seja grato!


Eu amo muito música, portanto, peço licença aos autores de alguns trechos de algumas músicas, farei uso delas para descrever meu amor e gratidão ao pai que eu escolhi pra mim.


A força, o foco e a coragem de leões e lobos que temos em nós, vem dos nossos pais. Aprendi a ter coragem e disciplina para trabalhar em busca de realizar meus sonhos com o leão que meu pai é. Acredite em algo e vá em busca daquilo, independente de qualquer coisa que encontrar em seu caminho. Quem e o que é seu, ficará contigo. Foi isso que aprendi com você, pai, então, aí vai uma música que me lembra isso em você.


“Gosto muito de te ver, leãozinho

Caminhando sob o sol

Gosto muito de você, leãozinho

Um filhote de leão, raio da manhã

Arrastando o meu olhar como um ímã

O meu coração é o sol pai de toda a cor

Quando ele lhe doura a pele ao léu.”

Música: Leãozinho 

Compositores: Caetano Emmanuel Viana Teles Veloso

Letra de O Leãozinho © Warner/Chappell Music, Inc, Terra Enterprises, Inc


E, em seguida, escolhi também uma música de John Mayer chamada Daughters (tradução: filhas), na qual mostra como aprendemos, como imitamos, como nos espelhamos em nossos pais e, como isso é uma via de mão dupla recíproca, nos fazendo lembrar da importância que é, não só, recebermos amor como enviarmos amor também.


“Pais, sejam bons com suas filhas

Elas irão amar como vocês amam

Meninas se tornam amantes e depois mães

Então, mães sejam boas com suas filhas também

...

Garotos, vocês podem se quebrar

Você vai descobrir o quanto eles podem suportar

Garotos serão fortes

E os rapazes aguentam firme

Mas os meninos não seriam nada sem o calor de

Um bom, bom coração de mulher

Em nome de todos os homens

Cuidando de cada menina

Você é o deus e a gravidade do mundo dela.”

Compositores: John Clayton Mayer

Letra de Daughters © Peermusic Publishing


Finalizo dizendo que, pai:

Por você, sinto todas as coisas que posso sentir.


Com você, já aprendi milhares de lições.


Dentro das minhas crenças, de uma certa forma, escolhi você pra ser meu pai e pra você, guardei muitas coisas que precisamos viver juntos.


Quando crianças, vemos o mundo com olhos inocentes, sem dor, sem sofrimento, onde só reina o amor e a admiração.


Vamos crescendo e ficamos inundados de outros sentimentos que entopem as nossas veias do coração e ele pulsa mais fraco no amor. Nos vemos meio amargos, cegados por ressentimentos e expectativas frustradas, por certas mágoas.

Aí, vamos amadurecendo...


Amadurecer significa desapegar de tudo aquilo que nos afasta da nossa essência, do nosso amor.


Olhar as minhas fotos de infância, restabelecer essa conexão que, por vezes, perco com a minha criança, me faz te ver com os mesmos olhos que te via antes, naquela época. Me faz querer te abraçar e te beijar de novo, como quando era bem pequenininha (menor ainda do que eu sou). Me faz sentir que seu colo e seu abraço é o lugar mais seguro do mundo de novo e, o mais importante, me faz te amar completamente de novo.

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