Da Redação

Nas três vertentes avaliadas, Fernandópolis obtém melhor desempenho em Educação
Das cem cidades mais desenvolvidas do Brasil, 58 estão em São Paulo. É o que revela o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado, recentemente, com dados de 2016 de Emprego e Renda, Saúde e Educação de 5.471 municípios brasileiros. No pódio, só há municípios paulistas.
De acordo com o referido ranking, o IFDM de Fernandópolis ficou em 0,8596 (quanto mais perto de 1, melhor o grau de desenvolvimento). A cidade saltou da 131ª no ranking nacional em 2015 para o 44º lugar, com alto desenvolvimento. Na região, ficou atrás apenas de Olímpia, que ocupa a segunda posição do ranking e São José do Rio Preto, que está em 14º. Outras cidades da região aparecem mais distantes no ranking. Mirassol em 50º, Catanduva em 79º, Votuporanga em 90º e Jales em 216º.
Vertentes
Nas três vertentes avaliadas, Fernandópolis obtém melhor desempenho em Educação. A cidade saiu do 88º lugar em 2014, para a 39ª posição em 2016 (índice de 0,9917). Houve também avanço na Saúde que saiu da 884º lugar no ranking nacional para 607º (índice de 0,9061).
Ano-base
Elaborado desde o ano-base 2005, o IFDM se tornou referência no país, por ser o único índice anual que acompanha as três principais áreas de desenvolvimento – Emprego & Renda, Educação e Saúde –, com recorte municipal e cobertura nacional.
O resultado de 2016 mostra que alto grau de desenvolvimento é para poucos: apenas 431 municípios (entre eles Fernandópolis) estão com mais de 0,8 ponto - a maior parte nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.Norte e Nordeste registraram avanços, mas não a ponto de mudar o quadro de desigualdade regional do Brasil. Juntos, concentraram 96% dos municípios menos desenvolvidos. Entretanto, a proporção de cidades do Nordeste entre os 500 menores IFDMs caiu de 79,4%, em 2006, para 68%, em 2016, enquanto os do Norte saltaram de 16,6% para 28,4%, no mesmo período.
Entre os 5.471 municípios monitorados pelo IFDM Brasil, Louveira, no interior de São Paulo, se manteve na liderança pelo segundo ano consecutivo, com 0,9006. A cidade, sede de multinacionais, entre elas a DHL, foi a única a registrar índice acima de 0,9. Olímpia, na região noroeste, é a segunda do Brasil no ranking nacional.
Terra de contrastes
Historicamente, as regiões norte e nordeste concentram os piores indicadores socioeconômicos do país. Mas é nas realidades locais que as disparidades com o restante do país (principalmente com o Sul e Sudeste) ficam mais evidentes.
Prova disso é a parca presença de municípios dessas regiões entre os 500 mais desenvolvidos do país, segundo o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), lançado no final da tarde de ontem, com dados de 2016.
Segundo o estudo, apenas 8 dessas cidades são nordestinas e só uma está no Norte do país. No ranking das 100 mais desenvolvidas, listado abaixo, há apenas uma representante das duas regiões: a cidade de Eusébio (CE), da região metropolitana de Fortaleza, está em 94.
Na região Sudeste, 92,9% das cidades tiveram classificação semelhante – a exceção fica por conta do norte de Minas Gerais, que concentra o maior número de cidades com desenvolvimento regular da região. Em 2016, o Centro-Oeste, por sua vez, teve 92,4% das cidades com desenvolvimento alto ou moderado.