Breno Guarnieri

Umidificador de ar na residência de Márcia ajuda amenizar o clima seco em Fernandópolis
Constantemente Fernandópolis tem registrado uma oscilação climática nos últimos meses, e isso tem atrapalhado a venda de eletrodomésticos de ventilação no comércio local. O aquecedor, ventilador e ar-condicionado não apresentaram aumento ou queda significativa nas vendas, conforme apurado pela Reportagem de “O Extra.net”. Em contrapartida, a procura por umidificadores de ar tem aumentado em até 25% nesta época, devido à baixa umidade do ar.
Segundo o gerente de uma loja de departamentos, Ricardo Semeli, os produtos, como ventilador e ar-condicionado, apresentaram queda de 15% na comercialização. “A venda de aparelhos como o ventilador e ar-condicionado está em baixa, mas com destaque para o umidificador”, diz. Com variações de R$ 99 a R$ 199, o aparelho registrou aumento positivo de 30%, quando comparado a outros períodos.
Em outra loja da região central de Fernandópolis, a vendedora Marlene Nogueira afirma que a procura pelo umidificador de ar cresceu nesta época do ano, em comparação com períodos normais de vendas.
Além do umidificador, Marlene acrescenta que o aparelho de ar-condicionado, que desenvolve as funções de aquecedor e ventilação fria, também tem sido procurado pelos clientes que buscam economizar na compra de dois aparelhos, levando apenas um para casa.
Em mais uma loja visitada pela reportagem, o gerente Sérgio Manoel diz que os umidificadores residenciais estão saindo bastante. “Nos últimos cinco anos, tenho visto que as condições climáticas não remetem à estação do ano. Antigamente existia um verão de setembro a março, hoje está modificado, então, atrapalha as vendas e deixa o estoque cheio”, comenta.
Clima instável
De acordo com a dona de casa Márcia Menezes, 39 anos, o clima, atualmente, está complicado para sua família. “O tempo está muito seco. Eu e as crianças temos problemas respiratórios e quando o clima está assim, ficamos com a saúde mal. O umidificador de ar ajuda bastante, mas, frequentemente, temos que fazer inalações no hospital para amenizar a situação”, finaliza.