Da Redação

Laurence Casagrande acumulou cargos durante gestão de Geraldo Alckmin no governo do Estado
A Polícia Federal indiciou 12 pessoas por envolvimento em suposto esquema de desvio de dinheiro e superfaturamento no trecho norte do Rodoanel. Entre os indiciados está o votuporanguense Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa, empresa responsável pela infraestrutura viária em São Paulo.
Em junho a PF cheogu a prender 14 suspeitos de participação no esquema, entre eles, Laurence.
O Ministério Público Federal recebeu o inquérito na sexta-feira, 20, e tem até a sexta-feira, 27, para decidir pelo arquivamento ou não da denúncia.
A Dersa, em nota, informou que "que juntamente com o Governo do Estado é a maior interessada na elucidação do caso". "Havendo qualquer eventual prejuízo ao erário público, o Estado adotará as medidas cabíveis, como já agiu em outras ocasiões", diz nota.
Mais de R$ 600 milhões com superfaturamento
As investigações, trabalho que vem sendo feito em conjunto entre MPF, PF, TCU e CGU, apontam superfaturamento de mais de R$ 600 milhões nas obras do trecho norte do Rodoanel.
As obras começaram em 2013 e ainda não foram concluídas. Quando o trecho norte estiver pronto, vai ligar a Rodovia dos Bandeirantes à Rodovia Presidente Dutra.
O ex-presidente da Dersa Laurence Casagrande Lourenço acumulou o cargo de secretário de Transportes e Logística do governo Geraldo Alckmin (PSDB) e deixou a pasta quando Márcio França (PSB) assumiu o governo.
Lourenço presidia a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) quando foi preso na operação deflagrada pela PF em junho. Ele atua no governo tucano há 17 anos e tem passagens pela Secretaria da Segurança Pública e pela Fundação Casa.