Livia Caldeira

Motorista que teve a CNH retida precisa cumprir prazos e pagar por emissão de novo documento em caso de cassação
Em 2017, mais de 600 motoristas tiveram suas carteiras nacionais de habilitação (CNH) suspensas em Fernandópolis, conforme dados do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Ao todo, 657 habilitações foram bloqueadas devido a infrações cometidas pelos condutores. No mesmo ano, 1.046 carteiras de habilitações foram emitidas.
De acordo com o departamento, o motorista tem a CNH suspensa quando soma 20 pontos em 12 meses. "Há infrações que já fazem o motorista ter a carteira suspensa imediatamente, como dirigir alcoolizado, praticar racha, andar sem capacete, entre outras", explicou Venceslau Borlina Filho, assessor de comunicação do Detran.SP.
Já no primeiro bimestre deste ano, houve a suspensão de 108 CNHs, representando uma pequena diminuição em relação ao mesmo período do ano passado, quando 119 carteiras foram suspensas.
A vendedora Marina Lopes foi um dos motoristas que teve a carteira suspensa, após acumular mais de 20 pontos. Ele conta que ainda não finalizou o processo de reciclagem para recuperar a carteira. "Além dos custos que envolvem o curso de reciclagem, é tudo muito demorado e burocrático", afirma.
Um motorista pode perder o direito de dirigir de duas formas: tendo a habilitação suspensa ou cassada. Para voltar a guiar, em ambos os casos, é preciso fazer um curso de reciclagem e cumprir o prazo previsto pela legislação, que varia de seis meses a dois anos, dependendo da gravidade das infrações.
A assessoria informou que atualmente o tempo mínimo de suspensão de dirigir é de seis meses e que "a lei mudou em novembro de 2017. Antes, o mínimo era de um mês, dependendo das infrações e do histórico do condutor".