CARREGADORES DE

Onze morreram por choque elétrico neste ano

Publicada há 8 anos

Da Redação



Onze pessoas morreram por choque elétrico envolvendo carregadores de celular no Brasil, entre os meses de janeiro e julho de 2018. Os dados são da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel).

O aumento de acidentes com morte envolvendo carregadores de celular, ao ser comparado com o ano anterior, mostra que os casos tiveram um aumento de 450% no País. No ano passado, foram dois casos registrados, nesse ano, em sete meses, 11 pessoas já morreram.


Em janeiro, uma mulher com 30 anos foi morta em Santa Cruz do Capibaribe (PE) enquanto manuseava o celular carregando. No mês seguinte, em Riacho Frio (PI), uma adolescente de 17 anos morreu enquanto ouvia música com fone de ouvido no celular carregando.


Em março, ao total foram três casos: um deles em Juazeiro do Norte (CE), uma mulher de 27 anos morreu ao retirar o carregador de celular da tomada. Em Garanhuns (PE), um caso parecido aconteceu com um adolescente de 14 anos que também morreu no momento em que foi tirar o carregador da tomada. Ainda em março, em Mauriti (CE), um jovem de 22 anos morreu quando foi colocar o celular para carregar.


Em abril, mais dois casos foram registrados pela Abracopel, um em São Luiz Gonzaga (RS) onde uma mulher de 30 anos, morreu após um acidente envolvendo o carregador e uma extensão danificada. Outro caso, ainda em abril, em Ipiranda do Norte (MT), um homem de 50 anos morreu ao atender o celular ligado à tomada.


Em junho, foram dois casos, num deles um adolescente de 16 anos, morreu ao atender o celular que estava carregando no computador da escola, na cidade de Tianguá (CE). No dia 16 de julho, no município de Taubaté (SP), um jovem de 22 anos morreu enquanto jogava no celular que estava carregando na tomada.

Os casos mais recentes aconteceram em julho, sendo dois até a averiguação da entidade. No dia 07 em São Lourenço da Mata (PE) uma idosa de 60 anos morreu enquanto carregava seu celular. No dia 11, em Teresina (PI) um adolescente de 15 anos morreu ao colocar o celular da irmã para carregar e encostou em um fio partido do equipamento. Ao total, até o momento, 11 pessoas morreram por choque elétrico envolvendo carregadores de celular.


Para o engenheiro eletricista Edson Martinho, diretor executivo da Abracopel, apesar dos carregadores, em princípio, não serem dispositivos que ofereçam riscos, o número cada vez mais frequente de acidentes envolvendo este equipamento tem levado a entidade investigar as causas e origens do aumento de acidentes.

“Estamos verificando que carregadores, principalmente os de baixa qualidade (conhecidos como piratas), tem configurações bem mais simples e, portanto, com menos sistemas de segurança e, então, podem ser causadores de acidentes de origem elétrica. Mas, os principais problemas ainda estão nas instalações elétricas antigas e malcuidadas. É necessário que seja realizada uma verificação completa dessas instalações” diz o engenheiro.


INCÊNDIOS

Outro risco com carregadores com fios descascados são os incêndios gerados por curtos-circuitos. Em março deste ano, dois incêndios destruíram completamente duas residências, um deles em São José dos Campos (SP) e outro em Jaraguá do Sul (SC) ambos quando um carregador de celular gerou um curto-circuito.


Em abril, outro caso ainda pior: uma bombeira da cidade de Gravataí (RS) teve 90% do corpo queimado em um incêndio iniciado por um carregador de celular ao lado da sua cama. A bombeira de 34 anos faleceu.


Segundo a Abracopel, em 2017, dos 451 incêndios gerados por curto-circuito no Brasil, 244 ocorreram em instalações elétricas internas, ou seja, dentro de residências ou comércios. Além disso, dessas 244 ocorrências, 35 foram por curto-circuito em aparelhos eletroeletrônicos que causaram cinco mortes.


Vale lembrar que esses acidentes podem ser evitados com precauções da própria população ao manusear seus aparelhos celulares. Saiba como evitar acidentes com celulares.


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