Da Redação
Nesta sexta-feira, 10, a Justiça decretou a prisão preventiva da irmã e do cunhado da ex-tesoureira E.C.C., suspeita de desviar mais de R$ 5 milhões da Prefeitura de Jales. Os dois, a ex-funcionária e o marido dela foram presos na Operação Farra do Tesouro.
A Polícia Federal já tinha pedido para a Justiça a prisão preventiva da então diretora financeira do município, que é suspeita de pagar contas pessoais e das empresas do marido com dinheiro público. E.C.C. e o marido dela, R.S.O., estão presos desde o dia 31 de julho.
Terminaria...
A irmã e o cunhado de Érica estavam presos temporariamente. A prisão temporária, que é de cinco dias e prorrogável pelo mesmo período, terminaria neste fim de semana.
Exonerações
A Prefeitura exonerou a então secretária de Saúde, M.A.M., e a diretora financeira, E.C.C., após elas serem presas pela PF. M.A.M. foi presa no dia da operação, mas após prestar esclarecimentos, a Justiça revogou a prisão dela, que alegou ser negligente ao assinar cheques em branco e deixá-los sob os cuidados da tesoureira.
Entenda o caso
De acordo com as investigações da Polícia Federal, E.C.C. era responsável por realizar todos os pagamentos da Prefeitura de Jales. A tesoureira emitia cheques, pagava boletos bancários das empresas do marido, e até transferia valores diretamente das contas públicas, principalmente da área da saúde, em benefício próprio, de seus familiares, fornecedores pessoais e de empresas.
Os valores desviados eram ocultados em bens móveis e imóveis, além de financiar as empresas que foram abertas nas cidades de Jales e Santa Fé do Sul.
As investigações começaram no início deste ano. Segundo a PF, há vários anos, a tesoureira seria a mentora do esquema de desvios. Ela foi contratada em 2005 para trabalhar na Prefeitura sem concurso público. Ela e vários parentes seriam os principais beneficiários dos recursos desviados.
A Polícia localizou cheques emitidos da conta do setor de Saúde da Prefeitura, assinados pela tesoureira e pela secretária da Saúde, tendo como beneficiários boutiques de grife, lojas de joias e decoração, salões de beleza, salões de festas, arquitetos, clínicas estéticas, móveis planejados.
As investigações apontaram que, somente nos últimos dois anos, ela teria desviado aproximadamente R$ 2 milhões. Os 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos presos, nas empresas do marido da tesoureira e também nas residências dos secretários da Fazenda e Saúde.

Dinheiro e cheques apreendidos pela PF na prefeitura e na casa da tesoureira em Jales (Foto: Divulgação/Polícia Federal)