“O transcorrer da história dos Correios em terras brasileiras corresponde à transformação histórica do próprio país, razão pela qual os principais fatos ligados à implantação e ao aperfeiçoamento dos serviços postais fornecem um panorama do próprio desenvolvimento histórico brasileiro. Nesses séculos, a trajetória dos Correios está intimamente ligada à evolução da administração pública e da tecnologia em nosso país.
Do início dos serviços postais até os dias de hoje, os Correios assumiram o papel de aproximar as pessoas, buscando sempre o aperfeiçoamento dos serviços e produtos oferecidos à sociedade, de modo a sagrar-se como uma das instituições mais respeitáveis do Brasil.
Os primórdios dos serviços postais no Brasil Colônia reportam-se a Portugal e à sua atuação neste novo território. As cartas eram o único meio de comunicação à longa distância e foram muito utilizadas desde os primeiros passos do processo de colonização, dependendo inicialmente da atuação de particulares.” (História Postal, 2018)
A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), hoje conhecida apenas como Correios, já que parece que o telégrafo não é mais útil, foi criada em 20 de março de 1969, por meio da Lei nº 509, em substituição ao então Departamento de Correios e Telégrafos (DCT).A mudança não representou apenas uma troca de sigla, foi seguida por uma transformação profunda no modelo de gestão do setor postal brasileiro, com ênfase para o período compreendido entre 1974 e 1984, intervalo que marcou grande avanço da empresa.
Nesse período, mais especificamente em maio de 1971, foi lançamento o primeiro Guia Postal Brasileiro, com o Código de Endereçamento Postal (CEP), representado por cinco algarismos, tendo por finalidade facilitar e acelerar a entrega das cartas aos destinatários. Em maio 1992, sua estrutura foi alterada paraoitodígitos e oficializada junto ao público em geral.
O CEP é uma informação indispensável na correspondência, identifica todos os detalhes do endereço, simplifica o processo desde a triagem, encaminhamento e distribuição das correspondências. E, hoje, mais ainda, seus três últimos dígitos são essências para a precisão de envio de encomendas das lojas online, no preenchimento de cadastros na internet e inúmeras outras facilidades que o código por logradouro permite.
Mas, contudo, todavia, entretanto, em nossa cidade ainda (até a data deste texto) não foram implantados os três últimos dígitos do CEP. Quando indaguei os Correios, por meio de sua página na internet, em dezembro de 2016, sobre a implantação desses números aqui, responderam-me que havia“um projeto em andamento para codificar a cidade em logradouros, mas sem previsão de implantação”.
Como gostamos de nos comparar com nossos vizinhos, na mesma resposta, os Correios informaram que o CEP por logradouro foi implantado em Jales no ano de 2008 e, em Votuporanga,desde 2001 a cidade já era codificada.
Gostaria de saber, sinceramente, onde está empacado o tal projeto e entender porque nenhuma administração municipal até hoje não buscou uma solução para que a Vila Pereira pudesse ser postalmente modernizada e eu não veja mais a cara de “como assim” dos atendentes das empresas e lojas,quando pedem meu endereço com CEP,e ao final do número digo zero, zero, zero.
Até porque, os que não valem nada são apenas os zeros à esquerda, esses da direita são essenciais. Não sei se apenas eu tenho essa decepção e a impressão de que o famigerado CEP por logradouro somente será implantando no sertão fernandopolense quando inaugurarem por aqui o museu dos códigos postais ou tem mais gente com a mesma reclamação.
Não é uma questão de saudosismo, não tenho a mínima vontade de escrever carta para alguém, mas gostaria de poder indicar com mais precisão meu endereço e receber minhas compras pela internet com a rapidez e agilidade que aqueles códigos permitem e, principalmente, não ver a cara de surpresa de mais ninguém por achar que moro em uma cidade que vive em outra época.