Da Redação

Érica Cristina Carpi Oliveira é levada por homens da Polícia Federal
Suspeita de desviar mais de R$ 5 milhões das contas da Prefeitura de Jales, a ex-tesoureira Érica Cristina Carpi Oliveira, disse em depoimento à Polícia Federal que está aliviada com a prisão, já que "poderá deixar de viver na mentira". Ela confessou o crime à PF, de acordo com matéria do Fantástico deste domingo, 12.
Além de Érica, o marido dela Roberto Santos Oliveira, a irmã Simone Carpi Brandt e o cunhado, Marlon Brandt, estão presos desde 31 de julho. Na semana passada, a Justiça decretou a prisão preventiva do grupo.
Entenda o caso
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Érica Cristina Carpi Oliveira era responsável por realizar todos os pagamentos da Prefeitura de Jales. A tesoureira emitia cheques, pagava boletos bancários das empresas do marido, e até transferia valores diretamente das contas públicas, principalmente da área da saúde, em benefício próprio, de seus familiares, fornecedores pessoais e de empresas.
Os valores desviados eram ocultados em bens móveis e imóveis, além de financiar as empresas que foram abertas nas cidades de Jales e Santa Fé do Sul.
As investigações começaram no início deste ano. Segundo a PF, há vários anos, a tesoureira seria a mentora do esquema de desvios. Ela foi contratada em 2005 para trabalhar na Prefeitura sem concurso público. Ela e vários parentes seriam os principais beneficiários dos recursos desviados.
A Polícia localizou cheques emitidos da conta do setor de Saúde da Prefeitura, assinados pela tesoureira e pela secretária da Saúde, tendo como beneficiários boutiques de grife, lojas de joias e decoração, salões de beleza, salões de festas, arquitetos, clínicas estéticas, móveis planejados.
As investigações apontaram que, somente nos últimos dois anos, ela teria desviado aproximadamente R$ 2 milhões. Os 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos presos, nas empresas do marido da tesoureira e também nas residências dos secretários da Fazenda e Saúde.