Partindo da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que as crianças não podem mais iniciar o primeiro ano do Ensino Fundamental sem terem completado 6 anos de idade até o dia 31 de março, acreditamos que será um ganho muito grande para a Educação, pois a entrada antecipada de crianças com menos de 6 anos no 1º ano causa várias implicações, sendo que com apenas 5 anos não estão preparadas psicologicamente para as dificuldades enfrentadas nas séries seguintes.
Ao iniciar no Ensino Fundamental, a escola exige desses alunos maior comprometimento, disciplina, tarefas e as exigências não acompanham o nível intelectual e emocional dos mesmos.
É comum escola e famíliase desesperarem quando se deparam com situações de defasagem no processo ensino-aprendizagem, procurando novas metodologias e diversos profissionais da área para trabalharem com suas crianças.
Muitos se frustram, haja vista que nem sempre o bom desempenho escolar depende dos novos caminhos, mas sim do nível de maturidade, pois as crianças precisam do tempo delas para se desenvolverem, sendo que a educação está presente em todos os segmentos da sociedade, desde o seu nascimento.
Por sua vez, a escola deverá oferecer as crianças uma educação formal, ou seja, com intenções e objetivos a fim de torná-las cidadãos sim, mas principalmente, autônomas, críticas e felizes.
Nos dias atuais, a Educação Infantil,a qual é a primeira etapa da Educação Básica tem um papel fundamental, pois é nesta fase que as crianças irão se desenvolver em todos os seus aspectos.
Então, se a Educação Infantil é vista hoje como um espaço educativo, que promove esse desenvolvimento através do lúdico e de experiências sensoriais e motoras, sendo ela um sujeito ativo da construção do seu próprio conhecimento, nos vem a pergunta:porque pular etapas?
O que nos regozija, é que a Educação Infantil vem conquistando cada vez mais o espaço almejado, as garantias e avanços no quadro legal brasileiro, que só foram possíveis pela ampla mobilização e participação de muitos segmentos da sociedade civil e de organismos governamentais na afirmação dos direitos da criança e, entre eles, o direito à Educação Infantil.
Portanto, a formação do cidadão hoje precisa acompanhar as transformações sociais, políticas e econômicas para conviver com a complexidade do mundo moderno. E, sem dúvida, compete à educação acompanhar o desenvolvimento do país e se adequar às suas exigências, sob pena de deixar de exercer sua principal função, que é o de preparar o aluno para a vida.
“ É do maior interesse da criança viver os seus cinco anos até o limite. Eu sei que os pais sempre acham que os seus filhos são prodígios extraordinários, mas isso é um erro. A gente na vida deve viver e desfrutar de cada etapa que o universo nos proporciona. Quando a gente entra cedo demais, às vezes fica para trás. Para cada coisa existe um tempo”, disse o ministro Luís Roberto Barroso no seu voto em defesa de respeitar as diferentes etapas do desenvolvimento infantil.