Da Redação
A atividade da indústria paulista iniciou o terceiro trimestre em queda. O Indicador de Nível de Atividade (INA) cedeu -2,2% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal. A principal influência veio da variável total de vendas reais, que caiu -6,7%, seguida por horas trabalhadas na produção (-0,4%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que avançou (0,2p.p.). Na série sem ajuste, o indicador também mostrou variação negativa no mês (-1,7%), na comparação com julho do ano anterior (-1,1%), enquanto no acumulado em 12 meses houve alta de 5%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, (30/08), pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).
Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o resultado de julho volta a mostrar a lenta retomada da atividade da indústria paulista, após a forte alta de junho, com o fim da greve dos caminhoneiros.
"Retomamos aquele crescimento lento, inferior até ao que imaginávamos no começo do ano, o qual deve ser mantido nos próximos meses. O ambiente de negócios mudou bastante em decorrência de algumas variáveis, como o cenário eleitoral incerto e o dólar em alta, que embora ajude nas exportações, afeta muito as matérias-primas e o custo dos produtos intermediários. No entanto, não sentimos indicação de que vamos ter uma queda da atividade. Há uma estabilização de onde estamos até o final do ano", avalia Roriz.
O recuo da atividade industrial paulista em julho foi disseminado, alcançando 15 dos 20 segmentos pesquisados, reforçando a fragilidade da recuperação neste ano.
Sensor
A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelas entidades, marcou 52 pontos, ante os 53,7 pontos em julho, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 13º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.
Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou 7,1 pontos, para 54,2 pontos em agosto. O indicador de estoques caiu 4,1 pontos ante julho (51 pontos), marcando 46,9 pontos no mês de agosto, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.
Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 2,3 pontos, passando de 55,2 pontos em julho para 52,9 pontos no mês de agosto. Acima dos 50,0 pontos indica expectativa de melhora das condições de mercado.
O indicador de emprego mostrou avanço, passando de 50,3 pontos, para 51,9 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. Assim também avançou o indicador de investimentos, que passou de 52,1 para 54 pontos.