Da Redação

Projeto desenvolveu com os estudantes atividades de Educação Patrimonial em Arqueologia
Os alunos e professores da EMEF José de Souza Cabral, de Arabá, participaram no mês de agosto de um projeto sobre a avaliação de impacto ao patrimônio arqueológico na área de influência direta do Complexo Solar Água Vermelha II, III, IV, V e VI, no município de Ouroeste.
Durante o projeto, foram desenvolvidas atividades de Educação Patrimonial em Arqueologia. As atividades fazem parte de um projeto maior, no qual a arqueologia comparece em projetos de licenciamento ambiental. Além da etapa de campo, o arqueólogo deve executar um “Programa de Educação Patrimonial”, onde desenvolverá ações que divulguem o patrimônio arqueológico para a comunidade local. Essas atividades aconteceram com exposições dialogadas e oficinas interativas para os alunos do Ensino Fundamental II e também com oficina de argila para os alunos do Ensino Fundamenta lI – confecção de vasilhas de barro.
A Profª. Dra. Silvia Corrêa Marques, Coordenadora do Programa de Educação Patrimonial, disse que o objetivo é assegurar que a Educação Patrimonial em Arqueologia contribua primeiramente para a aprendizagem dos conteúdos e a constituição de competências previstas no currículo a partir de algo inédito para os alunos, o patrimônio cultural e, em específico, o patrimônio arqueológico. E vai além, num segundo momento, a partir da cultura material, caminhar em direção às disciplinas curriculares como história, geografia, ciências e artes, já que o conhecimento arqueológico é todo ele tecido em campo interdisciplinar, multidisciplinar e/ou transdisciplinar. Já para os professores, ressaltou a importância de promover um diálogo participativo com escolas públicas no intuito de promover novas práticas pedagógicas e abrir novas possibilidades de leitura do mundo, utilizando o conhecimento arqueológico para ampliar a noção de patrimônio cultural brasileiro para realizar a leitura da realidade local e agir sobre ela. E no campo da mediação pedagógica, instrumentalizar os professores para trabalhar de forma interdisciplinar e dialógica com a arqueologia e as disciplinas curriculares.