Mariangela Ange

Pra onde eu vou quando me perco de mim?

Pra onde eu vou quando me perco de mim?

Por Mariangela Angelucci - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana

Por Mariangela Angelucci - Psicóloga Clínica, Palestrante, Coach Vocacional e Terapeuta Reikiana

Publicada há 7 anos

Pra onde você acha que vai quando é dominado pela raiva, pelo medo, pela indiferença, pela insegurança, pela desconfiança, pela ansiedade, pela tristeza, pelo orgulho, pela ganância, pelo preconceito...? Pra onde você acha que vai quando não é mais você que está no controle da sua própria vida? Quando todas aquelas emoções citadas colocam uma venda em seus olhos e te guiam por onde quiserem? Onde você está quando não está no aqui-agora?


Pra onde quer que você vá quando se deixa dominar por suas emoções, chama teu nome. Quando nascemos, nos é dado um nome, o qual nos oferece uma identidade, uma identificação. Quando chamam teu nome, tudo em você sabe que aquela pessoa requer a tua presença, portanto, quando você se perde de si, chama teu nome e peça por tua presença.


Lembre-se de quem é você sempre antes de dormir e ao despertar. Agradeça por tudo o que em si foi construído no decorrer da sua jornada e lance luz ao teu caminho, para o qual você nasceu para trilhar. Há momentos em que se perder se faz necessário e é até importante, pois, quem nunca se perdeu, talvez nunca tenha se encontrado. Há que se lembrar também de que tudo é passageiro, impermanente, inclusive a nós mesmos. Portanto, não há a necessidade de se apegar a nada, nem a ninguém, nem a conceito nenhum para se lembrar de quem é você. Apenas, solicite a sua presença que você se reconhecerá ali naquele momento.


Tem uma frase do Dalai Lama que diz: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver”.


Tem outra frase (essa é para descontrair) que diz: “Quando o gato sai, os ratos fazem a festa”. Ou seja, se você não está presente, a chance de que tudo vire uma bagunça dentro e fora de você, é muito grande.


Gosto de usar a metáfora de que nossa vida é um carro que estamos guiando. Distrações são como usar o celular dirigindo. Usar o celular faz com que você não esteja presente e isso te impossibilita de ver qualquer obstáculo que cruza o seu caminho. Usar o celular é como deixar que as emoções ou as outras pessoas ao seu redor te roubem de você, sequestrem a sua presença.


Caso você se perca de si, apenas chama teu nome e retome o volante da sua vida. Não corra o risco de sofrer um acidente por causa de pequenas distrações.

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