Neste mês celebramos o chamado “setembro amarelo”, háuma campanha de prevenção contra o suicídio de iniciativa doConselho Federal de Medicina (CFM), daAssociação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Centro de Valorização da Vida (CVV) para alertar aspessoas e promover eventos e debates sobre o tema.
Alguns estudos acadêmicos associam que uma das possíveis causas do suicídio é a depressão[1] e de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de cada 100 pessoas que sofrem desta doença, 15 decidem colocar fim à própria vida. Ainda, segundo dados apresentados pelo Ministério da Saúde, o Brasilregistrou, em 2016, 11.433 mortes por suicídio, cerca de um caso a cada 46 minutos, um aumento de 2,3% em relação a 2015, sendo a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.[2]
Entretanto, qual a relação com a Previdência? Tem direito a algum benefício?
A OMS estima que até 2020 a depressão será a doença mais incapacitante da humanidade. Estima-se que ela atinge 11,5 milhões de brasileiros(5,8%da população). Em 2016, conforme dados da Previdência Social, cerca de 75,3 mil trabalhadores foram afastados pelo INSS em razão dela.[3]
O segurado que já completou a carência mínima de 12 contribuições e recebe o diagnóstico ao ponto de estar incapaz para o seu trabalho e vida cotidiana terá o direito ou ao auxílio-doença ou à aposentadoria por invalidez em casos mais graves.
Os documentos para se levar na perícia são carnês de pagamento, carteira de trabalho, qualquer documento provando sua atividade laboral, relatórios, exames e laudos médicos que comprovem a depressão ou sequelas por ela deixadas. Vale lembrar que em casos extremos nos quais a pessoa comete o suicídio os dependentes possuem o direito à pensão por morte.
Como apoio a essas pessoas há o Centro de Valorização da Vida (CVV), que é uma associação civil sem fins lucrativos que trabalha com prevenção ao suicídio. É composta por voluntários que dão apoio emocional a todos que quiserem conversar pelo telefone de número 188. Todas as ligações são gratuitas e sigilosas.
Neste “setembro amarelo”, portanto, em que há uma forte conscientização de toda a população, principalmente nas redes sociais, procure sempre apoiar, ajudar aquele colega de trabalho, amigo, familiar e indique, busque tratamento adequado, demonstre que ele(a) não está sozinho(a).
[3] Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/mais-de-75-mil-pessoas-foram-afastadas-do-trabalho-por-depressao-em-2016-20913028