ZÉ RENATO

ELE NÃO! Parte 2

ELE NÃO! Parte 2

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor e Filósofo

Por José Renato Sessino Toledo Barbosa - Professor e Filósofo

Publicada há 7 anos

Parabenizo a todos os presentes no ato contra “o coisa”. Foi ótimo.

Li no site do MSN que o dono da Havan, o qual enriqueceu de forma ilícita, à custa de empréstimos do BNDS, transformados em uso pessoal, irresponsável e calhorda, afirma que: “ Se a esquerda vencer, demite quinze mil colaboradores”.

O argumentusinho canalha é o “risco da venezuelização do país”. Jesus e Genésio iguais.

Lembra o discurso do empresário Mario Amato – presidente da FIESP – em 1989, aterrorizando acerca de uma vitória de Lula. Dizia a época que: “Milhares de empresários deixariam o Brasil, caso o PT vencesse”.

Bem, venceu Collor. Lembram-se da merda que deu?

O cenário, nesse aspecto, é semelhante: a elite se borra de pensar na volta do PT. No entanto, há uma diferença crucial: o Partido dos Trabalhadores, está muito longe de ser uma agremiação de esquerda, para usar essa nomenclatura anacrônica. Hadad não é, em nenhuma hipótese, um socialista. Apenas ele e o partido, defendem um programa que pretende encurtar o abismo socioeconômico, sem tirar privilégios da elite econômica do Brasil. Democratizar o crédito. Mais nada.

O resto é antipetismo.

Não é meu intento defender essa ou aquela candidatura. Sim, falar contra o nefasto. Ele não!

Àqueles que quiserem me ler: muito obrigado. Pensem e reflitam.

Àqueles que não aceitam se quer pensar...

Quero muito estar completamente errado. Todavia, os rumos da História não nos deixam ilusões.

Após discursos salvacionistas e messiânicos, Collor, tomou posse em quinze de março de mil, novecentos e noventa. Decretou feriado bancário e tomou o dinheiro de todos.

Não chamava de confisco – foi -, prometia devolver em doze vezes, a partir de setembro.

O Brasil quebrou!

Desemprego, pobreza, miséria, desalento, desesperança...

Tudo isso em virtude de o eleitor escolher o mais fácil, o mais aparentemente adequado.

“O tempo é senhor da razão”. (Vaclav Ravel)

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