Marcela Barbar
Neste domingo, dia 7, acontece o primeiro Turno das Eleições 2018, em que serão decididos os cargos de Presidente da República, Governador, Senador, Deputado Estadual ou Distrital e Deputado Federal.
Ao todo, serão mais de 147 milhões de eleitores frente as urnas para decidir quem os representará na Administração Pública durante os próximos quatro anos. E, quem melhor para falar sobre a expressão do voto são os votantes.
Dessa forma, em entrevista à reportagem de "O Extra.net", alguns eleitores com diferentes perfis expuseram suas opiniões sobre o que esperam de seus candidatos nessa nova administração que começa a partir do dia 1° de janeiro de 2019.
De acordo com Andressa Toppan, "eu não me preparei muito bem, não li todas as propostas de governo, talvez não estarei na cidade para fazer o meu papel de votar, mas eu espero que o candidato que venha a vencer, pense no povo e possa enxergar o que mais é necessário para a população como a educação, a saúde, e possa investir nisso. Espero também que tenha planos de governo para ser um diferencial e, que a sociedade possa vir a crescer e ser beneficiada. Que a nossa sociedade tenha grandes benefícios com qualquer um dos candidatos que ganhe, e, que eles possam pensar nas classes mais necessitadas", falou.
Segundo a eleitora Meire Costa, "estou me preparando como todas as pessoas deveriam fazer, buscando informações verdadeiras de fontes seguras, sobre os candidatos. Procurei ler o plano de governo de todos eles, acredito ser uma boa opção de informação, assim como também saber sobre seus mandatos anteriores é de grande relevância para uma conclusão mais concreta. Há pouco tempo decidi meu voto, e tenho a plena convicção de que fiz a escolha mais adequada para o momento atual do nosso país, milagres ninguém irá fazer, mas não podemos perder a esperança de um Brasil melhor para todos. Fui pesquisar profundamente sobre um candidato que me atraiu por diversos motivos, até então não tinha ninguém em mente faltando apenas 1 mês para as eleições. Espero que as pessoas votem consciente, que pesquisem e não se deixem levar por mentiras bem elaboradas sobre os candidatos, afinal, nos dias atuais temos a facilidade da internet, basta ter interesse de realmente pesquisar para descobrir a verdade, e não o que a mídia nos impõe como sendo verdade, um povo que busca o conhecimento não será enganado jamais", disse ela.
Desta vez, segundo o votante Vanderlan da Silva, "estou me preparando para as eleições a partir do meu perfil de militante católico, o próprio Papa Francisco pede que nós leigos nos engajemos nas causas. Eu sou ativista do Pró Vida, então em levo muito em conta a questão do aborto e da eutanásia, lembro do Papa Paulo VI falando das questões genéticas, a defesa da via e o Evangelho da Vida de João Paulo II. Para mim, e em consonância com a Doutrina e o Magistério da Igreja, a vida está em primeiro lugar, devemos lutar e defendê-lá com tudo e com todas nossas forças. Também sou ativista do FTP (Família, Tradição e Propriedade), ou seja, a Família como ela é, sua base natural (o homem e a mulher concebendo seus filhos), a tradição de uma nação (seus costumes, convenções e continuidade) e o direito de propriedade de cada cidadão, a liberdade com sua propriedade. Como católico a gente analisa perfil por perfil, então sabemos o que cada candidato tem a oferecer, qual tem uma posição firme e qual relativiza as situações ou fica em cima do muro. Eu já decidi meu voto, mas como católico e militante que sou não posso deixar 100% explícito, pois uma coisa sou eu como cidadão, outra é meu perfil católico. Para decidir eu levo em conta a Doutrina da Igreja. Isso é um pouco difícil e bem restrito, pois a Igreja não tem partido, nem candidatos, nem nomes. Mas avaliamos o que melhor se enquadra. Não espero que essas eleições causem mudanças radicais. O que tem que mudar é o jeito de governar, de administrar a máquina pública, não o país. A agronomia e a pecuária do Brasil alimentam 1/4 do Mundo e isso é de enorme relevância. O Brasil tem estrutura para a maior linha férrea do planeta, além de tantas coisas que mostram a beleza e a potência desse país. Algo tão rico assim não tem que ser mudado, mas administrado com responsabilidade e dando mais liberdade econômica para o mercado, pecuaristas e agrônomos, diminuir a interferência do Estado na vida do cidadão," expressou.