Pinato buscaa reeleição e mira votação recorde na história política regional
Obviamente que ninguém tem a garantia de eleição antes da
declaração oficial da Justiça Eleitoral; que três são os resultados
possíveis da somatória das urnas: derrota, suplência ou vitória, e que todos
candidatos estão (ou deveriam estar) preparados para qualquer deles, mas, convenhamos:
a campanha pela reeleição de Fausto Pinato foi uma das maiores (senão
a maior) da história da região quando se prisma a qualidade, quantidade e
exposição. E a sua expectativa, a nós confidenciada, junto com a de dezenas de
colaboradores do alto escalão, é das mais positivas. A reeleição é avaliada como
uma probabilidade altíssima. E mais! Trabalham com a expectativa de que
o fernandopolense possa até, eventualmente, superar recordes históricos impostos
por Vadão Gomes (cinco mandatos com maior votação em 1998: 124.062
votos) e Julio Semeghini (quatro mandatos com o recorde regional registrado
em 2006 com 160.962 votos). Mas será factível a projeção ou é mero devaneio?
Reeleição deve vir com 120 mil votos; nos bastidores fala-se em 200 mil
Socorrendo-nos da história, observamos que os melhores desempenhos
dos outrora ícones regionais se deram na conquista do 3º
mandato. Vadão registrou-o em 1998 e Semeghini em 2006, portanto, para quebrar
o recorde, Pinato tem que primeiro quebrar o tabu, pois está na 1ª tentativa
de reeleição. Por outro lado, sua trajetória já esfarelou outros estigmas até maiores
- vide a junção eleitoral Fernandópolis/Votuporanga -. Sua atual campanha, para
quem bem conhece a região, já tem a maior taxa de adesão de prefeitos, vices,
vereadores e ex´s de que temos notícia, a apoiá-lo e a incitar eleitores a trilhar
idêntico caminho. Mas o diferencial provém de que além da nossa região, Pinato
implantou estratégia simétrica em outras cercanias: áreas de Rio Preto, Araçatuba,
São Paulo (capital), Penápolis, Prudente, Baixada Santista, totalizando
mais de duas centenas de municípios. Resta-lhe primeiramente traduzir tal qualidade e quantidade em votos, primar a reeleição e, depois, impor novo recorde.
Placar aponta: 35% a 22% (39% a 25%)

Se você quer discutir melhor as propostas dos candidatos, torça e aja
para que tenha 2º Turno; se quer emplacar o líder atual nas pesquisas,
para que a fatura se encerre no 1º Turno. Os números da última pesquisa
do Datafolha divulgado na noite de quinta mostram os líderes
com 35% (Bolsonaro) e 22% (Haddad). Mas o que interessa é o placar com os
votos válidos (excluídos os brancos e nulos). Neste cenário, o candidato do PSL
chega a 39% e o do PT a 25%. Agora que a coisa pega! Falta excluir as abstenções.
Em 2014 chegou a 27,7 milhões (19,4%) e se repetido o número, coloca o
ex-capitão à boca da vitória. Se o índice cair, pior para ele; se subir... Até 2.022.
FEF: menos R$ 38 milhões
Mais uma! Até quando? A União está
executando a FEF em pouco mais de
R$ 38 milhões. Trata-se de débitos fiscais
e a ação é movida pelo procurador
da Fazenda Nacional André Queiroz.
Tramita no Setor de Execuções Fiscais
R$ 900 mil x R$ 1,6 milhão
Interessante os gastos do vice de
Rio Preto e candidato a federal Eleuses
Paiva - PSD. Ele investiu R$ 1,9
milhão na campanha , com R$ 900 mil de recursos
próprios. Se eleito, com o salário de R$ 33,7 mil no
Congresso, receberá, ao longo de quatro
anos, R$ 1,6 milhão. Compensa?
Reta final: foco na região
Apesar de deter somente 1,3 milhões
de votos, o Oeste Paulista virou parada
obrigatória de protagonistas políticos.
Na quinta, Rodrigo Garcia esteve em
Fernandópolis; na quarta João Doria em
Rio Preto. Alvaro Dias também passou
por lá, afora outros de menor expressão.
Disputa pelo 1º lugar - Colunistas
políticos da Imprensa votuporanguense
apostam que a disputa pelo
“federal mais votado” por lá será pesada.
Pinato (foto), Pesaro, Mota e João
Garcia estão no páreo. Mas o dantes
inimaginável é que o fernandopolense
tem reais possibilidades de o ser.
Apoios de peso para todos lados
Pinato conta com a aliança de Carlão
Pignatari, com o prefeito João Dado
e alguns dos vereadores; Pesaro é
abraçado pelo ex Júnior Marão; Mota
pela maioria dos edis e Garcia é o
“prata da casa”. E, como corre relatos
de lá, há muitos carregando santinhos de
mais de um deles.
Exposição + que questionável
Marcada para de 4 a 11
de outubro, uma exposição
no Rio Preto Shopping
está dando “panos para as mangas”.
O shopping mostrará os melhores
momentos da carreira do ex-centroavante,
com direito a tarde de autógrafos
ontem, 5. Detalhe: ele é candidato a
federal! Poderia ser depois do pleito.
Antecipando a municipal
Já cravamos aqui que a eleição nacional,
por aqui, virou “caso municipal”.
De um lado está o grupo de Pessuto,
apoiando explicitamente Fausto
Pinato e implicitamente Carlão Pignatari
e Analice e, no outro, Ana Bim,
com Gilmar Gimenes e Eleuses Paiva.
Resultado será uma prévia
Óbvio que, conforme a
urna pender amanhã,
pode haver um realinhamento
das forças, mas conhecendo o
“submundo” da política local, podem
ter certeza que, na segunda, os números
já estarão nas mesas de muitos.
Eleições 2018: São Paulo terá 2º Turno e
três estão no páreo: Doria, Skaf e França

O Datafolha também divulgou,
há três dias das eleições,
pesquisa sobre o governo paulista. E cá a
disputa promete ser intensa, inclusive
por altíssima probabilidade de 2º Turno.
O tucano Doria lidera com 32% dos
votos válidos (excluídos brancos e nulos
mas não computada a abstenção);
Skaf tem 27% e França, em ascensão,
19%. Luiz Marinho-PT, que vem reclamando
de disenções de lideranças para
o atual governador, tem 8%. Na simulação,
de 2º turno Skaf bate Doria (42% a 38%) e
França e Doria empatam (41%).
Carlão projeta ascensão
Alertemos: não passa de expectativa,
pois o definitivo somente as urnas
hão de ratificar ou não, mas a direção
de campanha do recandidato a
estadual projeta aumentos dos números
consolidados em 2014. Naquela
oportunidade ele foi o 44º mais votado
no Estado com 97.444 votos. Além
de melhorar o placar geral, também
estipula considerável ascensão no
Colégio Eleitoral fernandopolense.
Mais seis nativos no páreo
Claro que as recandidaturas de
Fausto Pinato e Gilmar Gimenes tem
maior visibilidade por aqui, mas outros
quatro também disputam a preferência
dos eleitores. Cidinho do Paraíso-PR,
Hugo Hener-PROS e Diego
Manço-DC miram vaga na Câmara
dos Deputados. Cabo Santos-PSL está
na disputa estadual. Votuporanga
também tem seis: quatro para estadual
e dois para a Câmara Federal.
PENSATA DIGITAL
Marco Antônio Villa na Jovem Pan
Essa é a eleição do medo. As pessoas estão angustiadas. O panorama
da eleição de 2018 é o medo e angústia do amanhã. As empresas
não sabem como planejar o futuro, as pessoas não sabem
do futuro. De um lado, há o medo da volta do PT. Do outro, muitos temem
eleição de Jair Bolsonaro. Ficou, portanto, a eleição do “anti” e não do “pró”
Andréia Sadi no Globo.com
A campanha de Fernando Haddad... não descarta o cenário
do primeiro turno para Bolsonaro. A avaliação no PT é a de
que, se Haddad chegar no segundo turno, enfrentará um candidato
com cerca de 12 milhões de votos de vantagem. É a conta
que o comitê de campanha petista faz sobre a vantagem de Bolsonaro.

Ana Paula Henkel no Estadao.com.br
...temos que admitir a possibilidade real da volta do grupo
mais nefasto, corrupto e vingativo ao poder central do Brasil.
O assalto do PT às instituições brasileiras é inédito, sem precedentes
no Brasil e provavelmente no mundo...

Hélio Gurovitz no Globo.com
Seu nível de rejeição a esta altura da corrida é um recorde
histórico. Isso fica evidente pelo critério do Datafolha, que desde
1989 faz a mesma pergunta aos entrevistados: “Em qual candidato
você não votaria de jeito nenhum?”. A rejeição a Bolsonaro na última
rodada, 46%, é a maior já registrada a uma semana da votação, entre todos
aqueles que venceram ou ficaram em segundo no primeiro turno desde 1989.

Daniel Buarque no UOL.com.br
‘’Chamar ele de o Donald Trump da América Latina, como
alguns fizeram, é ser gentil demais. Bolsonaro é um misógino
e homofóbico cujas opiniões sobre comunidades indígenas
e o ambiente são muito sombrias. Ele elogia torturadores
e a ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985.

André Barrocal na Carta Capital
Principal candidato do bloco do impeachment, apoiado pelo
“centrão” governista, Alckmin só chega ao duelo final contra o
petista por milagre, na improvável hipótese de a onda anti-Bolsonaro
recém-surgida virar um tsunami capaz de derreter o candidato
dos reacionários, na dianteira com 27%. Quer dizer,
o iminente fiasco nas urnas atesta: o golpe de 2016 é um fracasso político.