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'Eu me senti humilhada', diz cadeirante que não conseguiu subir em ônibus

'Eu me senti humilhada', diz cadeirante que não conseguiu subir em ônibus

De acordo com moradora de Fernandópolis, rampa elevatória do transporte público coletivo apresenta problemas constantes

De acordo com moradora de Fernandópolis, rampa elevatória do transporte público coletivo apresenta problemas constantes

Publicada há 7 anos

Breno Guarnieri



Andar de transporte coletivo não é tarefa fácil. Agora embarcar em um ônibus sendo cadeirante tem sido uma tarefa ainda mais complicada para Iranilda Alves, de 47 anos, moradora na Cohab João Pimenta, zona norte de Fernandópolis. 


Ela utilizou a internet para denunciar problemas com a rampa elevatória presente em um coletivo. O equipamento, que facilita a entrada e a saída de pessoas que utilizam a cadeira de rodas para se locomover, está presente em 100% da frota, conforme o contrato de exploração do serviço.


Em sua rede social, por meio da postagem de um vídeo, Iranilda, que é portadora de Lúpus, o que a faz ser usuária da cadeira de rodas, relatou à reportagem que na tarde de terça-feira, 23, não conseguiu embarcar no transporte coletivo para voltar para sua casa em razão de problemas técnicos na rampa de acesso. “Isso não aconteceu somente na terça-feira. Tem sido frequente. Somente agora eu denunciei. Eu passo por muitos apuros em razão disso”, lamenta Iranilda, que ainda acrescenta: “outro dia foi o mesmo transtorno, a rampa não funcionava. Eu tive que voltar para casa literalmente ‘de costas’ com a minha cadeira de rodas porque o pneu da frente estava furado. Na rua corri perigo em meio aos carros. Isso é o que os deficientes físicos passam. Eu me senti humilhada”.


Iranilda precisa ir frequentemente à região central de Fernandópolis para resolver situações do seu dia a dia, tendo em vista que sua mãe de 75 anos está doente. Também moram com ela uma filha adolescente de 16 anos e dois netos pequenos. “Todos dependem de mim e eu dependo do transporte público. É complicada a minha situação. Eu peço ajuda, pois preciso de doações de fraudas geriátricas, frutas e leite”, finaliza.

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