APÓS MATÉRIA
Auto Viação Jauense enviou documentos pedindo desculpas à Prefeitura e, principalmente, aos munícipes sobre “falha pontual” em elevador para cadeirantes
Auto Viação Jauense enviou documentos pedindo desculpas à Prefeitura e, principalmente, aos munícipes sobre “falha pontual” em elevador para cadeirantes
Breno Guarnieri

A denúncia da cadeirante Iranilda Alves, de 47 anos, moradora na Cohab João Pimenta, zona norte de Fernandópolis, culminou em uma matéria do jornal O Extra.net e em cobranças por parte da Administração Pública, e a falha apontada em elevador para cadeirantes do transporte público coletivo foi solucionada.
De acordo com o prefeito André Pessuto, a Auto Viação Jauense, empresa responsável pelo transporte público em Fernandópolis, enviou documentos pedindo desculpas à Prefeitura e, principalmente, aos munícipes, informando que houve uma “falha pontual” no sistema e que imediatamente foi solucionada com uma equipe técnica.
“Cobrei na semana passada providências da empresa do transporte coletivo para resolver o problema dos elevadores para cadeirantes. A empresa também informou que todos os motoristas passaram por uma nova capacitação para o uso correto do equipamento. Obrigado à empresa pela prontidão com relação ao caso”, destacou o prefeito em uma rede social.

Entenda o caso
Iranilda utilizou a internet para denunciar problemas com a rampa elevatória presente em um coletivo. O equipamento, que facilita a entrada e a saída de pessoas que utilizam a cadeira de rodas para se locomover, está presente em 100% da frota.
Em sua rede social, por meio da postagem de um vídeo, Iranilda, que é portadora de Lúpus, o que a faz ser usuária da cadeira de rodas, relatou que, recentemente, não conseguiu embarcar no transporte coletivo para voltar para sua casa em razão de problemas técnicos na rampa de acesso. “Eu passo por muitos apuros em razão disso. Fico feliz que o equipamento foi arrumado, pois está falando que tem no veículo, então precisa funcionar. É o certo”.
Iranilda precisa ir frequentemente à região central de Fernandópolis para resolver situações do seu dia a dia, tendo em vista que sua mãe de 75 anos está doente. Também moram com ela uma filha adolescente de 16 anos e dois netos pequenos. “Todos dependem de mim e eu dependo do transporte público. É complicada a minha situação”, finalizou.
“Equipamento pouco utilizado”
Em contato com a empresa Auto Viação Jauense, a reportagem foi informada de que a rampa de acesso ao ônibus é eletromecânica e pode apresentar problemas por ser pouco utilizada. “Em Fernandópolis há poucos cadeirantes. Desta forma, o equipamento é pouco utilizado e em razão disso pode acarretar problemas técnicos, pois os ônibus são lavados e a água pode atingir o local onde fica o equipamento”, salientou Rogério Dardengo, gerente regional da empresa Auto Viação Jauense.