Equipe de Reportagem: Júlia Martins / Livia Caldeira / Marcela Barbar / Waldiney Matos

Na última quinta-feira (22), o Jornal O Extra.net esteve presente no Complexo Solar Boa Hora para conhecer o megaempreendimento, que fica localizado a 36 quilômetros de Fernandópolis e a 3 da Usina Hidrelétrica de Água Vermelha.
A construção que teve investimento de R$ 655 milhões deve começar a operar até o final deste ano e, garante atender cerca de 131 mil residências.
Em entrevista ao “O Extra.net”, o Diretor de Construção da AES Tietê Rodrigo D'Elia, esteve acompanhando toda a equipe de reportagem para explicar o funcionamento da empresa.
O EXTRA: Qual a área e a capacidade da planta?
RODRIGO: O complexo solar de Ouroeste é formado pelas plantas de Boa Hora e AGV Solar, a capacidade total do empreendimento é de 144 MHz e a área ocupada é de 280 hectares.
O EXTRA: Quando as plantas estarão operando?
RODRIGO: A previsão é de que a planta de Boa Hora esteja operando até o final deste ano, no máximo início do ano que vem, e a planta de AGV até a metade do ano que vem entra em operação.
O EXTRA: O investimento tem apoio governamental?
RODRIGO: Trata-se de um investimento grande de infraestrutura e investimentos deste porte contam com apoio governamental de alguns incentivos fiscais, o que é comum neste tipo de empreendimento.
O EXTRA: De quanto foi o investimento total da obra?
RODRIGO: O investimento total da obra foi de R$ 655 milhões.
O EXTRA: As obras já foram finalizadas?
RODRIGO: A primeira fase já está praticamente finalizada, a parte da planta está bem adiantada, estamos terminando a parte da subestação. A segunda fase deve se iniciar ainda neste mês.
O EXTRA: A usina já está operando?
RODRIGO: A usina ainda não está operando, estamos em fase de comissionamento, esperamos que ela comece a operar esta primeira fase até no máximo no início do ano que vem e a segunda fase após junho de 2018.
O EXTRA: Quantos empregos diretos foram gerados?
RODRIGO: Na fase de pico desta primeira fase foram empregadas cerca de 700 pessoas. Metade desse volume foram vagas criadas para moradores da região. E esperamos que o mesmo aconteça na segunda fase.
O EXTRA: Como funciona a comercialização da energia?
RODRIGO: Tanto a primeira quanto a segunda fase do empreendimento foi desenvolvida para atender a leilões de energia, organizados pelo governo federal. Esses leilões visam suprir energia para o sistema. Os primeiros leilões, então, já tinham destinatários definidos. Os compradores são distribuidoras que repassam a energia para os consumidores.
O EXTRA: Qual a capacidade de energia produzida pelo empreendimento?
RODRIGO: O complexo todo deverá gerar 36 Megamed de energia, o que representa o consumo de energia por cerca de 131 mil residências, ou por volta de 400 mil pessoas atendidas pelo complexo.

Rodrigo D'Elia, diretor de Construção da AES Tietê, durante entrevista concedida a equipe de reportagem