RISO É COISA S

Solidariedade: Palhaços de Plantão levam alegria por onde passam

Grupo busca transformar a dor em riso por meio de uma relação engraçada e verdadeira

Grupo busca transformar a dor em riso por meio de uma relação engraçada e verdadeira

Publicada há 7 anos

Marcela Barbar


Solidariedade: Palhaços de Plantão levam alegria por onde passam


O grupo denominado ‘Palhaços de Plantão’ é uma organização não governamental que leva alegria para aquelas pessoas que tanto necessitam, proporcionando mudanças para a melhoria da qualidade de vida de cada um. Há mais de 10 anos eles desenvolvem projetos no interior paulista e fazem diversas apresentações em praças, teatros e instituições da cidade e região.


Em entrevista à Reportagem de “O Extra.net”, Rafael Guerra de Aquino, coordenador geral e diretor artístico do ‘Palhaços de Plantão, Arte, Educação e Saúde’, contou como funciona o trabalho realizado por eles.


O EXTRA: Como é feito o trabalho de vocês?

RAFAEL: Palhaços de Plantão, Arte, Educação e Saúde é uma organização não governamental, que acredita no poder do riso e na verdade do palhaço como fonte de promoção de saúde. Desde 2000 os Palhaços de Plantão desenvolvem projetos no interior paulista, tanto em hospitais como nas áreas de treinamento, educação e pesquisa. O grupo é denominado “Palhaços de Plantão”, pois acreditamos na prontidão e eficiência de um trabalho que se mantém dentro e fora do hospital proporcionando, além do riso, uma reflexão, nas atividades formativas e apresentações diversas.


O EXTRA: Quando nasceu o ‘Palhaços de Plantão’?

RAFAEL: Nossa história começa antes mesmo da Instituição existir. Em 1998 Rafael Guerra de Aquino participando como ator em um festival de teatro em Rezende-RJ, conhece o Teatro de Anônimo, fazendo uma oficina com o grupo e se apaixona por esse maravilhoso idiota, o palhaço, posteriormente o Anjos do Picadeiro, encontro de palhaços organizado pelo Teatro de Anônimo nos fez mergulhar ainda mais nesse universo quando em 1998 foi realizado na cidade de São José do Rio Preto-SP, lá estavam os Doutores da Alegria que já desenvolviam seu trabalho desde 1991 e muitos mestres da palhaçaria. Essas potências foram se ampliando até que em Janeiro de 2000, Rafael de Aquino criou os “Doutores da Graça”, para desenvolver um trabalho de cunho artístico, com atores treinados para atuarem na área da saúde, a fim de contribuir no tratamento de crianças e adolescentes internadas em hospitais, proporcionando alívio do sofrimento por meio do riso.


O EXTRA: Quantas pessoas fazem parte do ‘Palhaços de Plantão’ e quais os nomes dos integrantes?

RAFAEL: A diretoria é composta por 7 membros, tendo Dener de Oliveira Bolonha como presidente. O elenco é formado por artistas profissionais e voluntários, são eles: Rafael Guerra de Aquino, que também é coordenar geral e diretor artístico, José Renato Alves Corrêa da Cruz, Carol Guerra, Juliana Tarocco, Camila Ayarroyo, Edivan Tonelote, Neliane Laurentino, Nadilson de Lima, Letícia Mathias, Shizumi Iseri, Edmar Fachini e Ricardo Samartino.


O EXTRA: Como fazer para participar do grupo ‘Palhaços de Plantão’?

RAFAEL: Todo ano ministramos oficina de iniciação à arte do palhaço e a partir desse primeiro contato convidamos pessoas para dar continuidade a formação, sobretudo sobre a atuação do palhaço em hospitais.

Também mantemos atualmente uma parceria com a Universidade Brasil, onde desenvolvemos um programa chamado Universidade do Riso. O programa busca sensibilizar estudantes de medicina em sua prática, trabalhando a humanização a partir do olhar do palhaço, que acredita sobretudo na verdade das relações. No programa contamos atualmente com 9 “besteirologistas” residentes.


O EXTRA: Como é para vocês levar a alegria para aqueles que tanto precisam?

RAFAEL: Para nós é um trabalho bastante importante, tanto pelo valor daquilo que a gente faz quanto pelo respeito que a gente tem por aquilo que estamos levando. Não é só vestir uma roupa de palhaço e sair sorrindo, você nem sempre você vai agradar todo mundo, e também não levar nada não é a nossa intenção. Sempre temos músicas, números que a gente ensaia, temos também uma bagagem que construímos de cenas que apresentamos no hospital, então é um trabalho que depende de bastante dedicação, estudo e é claro que no final temos uma recompensa; uma por ser artista e ter o feedback do público, não só pelo riso mais porque o que a gente busca dentro do hospital vai além da graça, do riso, do aplauso. Não estamos falando de se apresentar para um grande público, mas sim às vezes se apresentar pra uma pessoa, duas, ou três em um quarto. O que buscamos no hospital é uma relação verdadeira em primeiro lugar, que possa desconstruir essa visão amedrontadora do hospital de alguma forma, ou que possamos pelo menos por alguns instantes esquecer aquilo que se pode estar passando no hospital e brincar um pouco já que tanto as crianças tem uma grande necessidade de brincar quanto os adultos tem uma grande necessidade de ser criança. Nos sentimos muito felizes de ter a oportunidade de fazer nosso trabalho lá dentro e buscar uma relação que seja acima de tudo verdadeira de humano para humano que esse é o nosso papel.


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