BURACOS NO ASFA
Em nota, a reportagem foi informada de que o DER aguarda a definição de cronograma financeiro de contratação das obras
Em nota, a reportagem foi informada de que o DER aguarda a definição de cronograma financeiro de contratação das obras

Breno Guarnieri
Em abril do ano passado, no Palácio dos Bandeirantes, o então governador Geraldo Alckmin, ao deixar o cargo para ser candidato a presidente, anunciou a liberação de R$ 29,7 milhões para recuperação da Rodovia Percy Waldir Semeghini (SP-543), responsável em ligar Fernandópolis à divisa com Minas Gerais.
Segundo apurou a reportagem, a tal notícia foi celebrada pelos moradores da região, tendo em vista que a referida pista é uma importante via que liga dois estados e por onde transitam diariamente cerca de 5 mil veículos, entre carros, carretas e ônibus. Porém, até o momento as obras de recuperação não “saíram do papel”.
Em nota, a reportagem foi informada, pela Secretaria dos Transportes, de que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) aguarda a definição do novo Programa de Obras para elaboração do cronograma financeiro de contratação das obras de recuperação da SP-543. “Entre 2010 e 2014, o DER concluiu duas obras para melhorias e restauração da pista de rolamento na referida rodovia, que integravam o pacote de obras da SP 320. Desde então, serviços para manutenção da pista como operação tapa-buracos, limpeza, poda e roçada, são realizados no local”, destaca a nota.
CRIATIVIDADE PARA PROTESTAR
Buscando chamar atenção das autoridades, moradores, de Guarani d’Oeste e Ouroeste, resolveram sinalizar com tinta branca as “crateras” que estão espalhadas pela Percy Waldir Semeghini. Além de chamar atenção, as sinalizações servem de alerta para os motoristas não passarem pelas fissuras.
O professor Marcos Antônio Nogueira, 30 anos, conta que os motoristas têm sofrido com o aparecimento dos buracos. Segundo ele, logo na entrada de Ouroeste é possível identificar vários. “Entre pequenos e grandes, o que mais incomoda é que, às vezes, os veículos precisam pegar a contramão para desviar. Isso é muito perigoso”, relata.
“Comigo nunca aconteceu nada porque tomo bastante cuidado, mas já soube de vários amigos que tiveram prejuízo por causa dos buracos. A gente paga impostos caros e ainda tem que investir em amortecedores e pneus novos pela falta manutenção do asfalto. É complicado. Mais de 150 buracos já foram circulados”, acrescenta o representante comercial Paulo Almeida, 26 anos.