EM ESCOLA
Jovem passa por exames psiquiátricos após fazer lista com nomes para massacre
Jovem passa por exames psiquiátricos após fazer lista com nomes para massacre
Ao ser questionado pela família, o aluno não demonstrou nenhum arrependimento
Ao ser questionado pela família, o aluno não demonstrou nenhum arrependimento
Da Redação
Um adolescente de 14 anos foi detido na tarde desta última sexta-feira, 5, após criar uma lista com nomes de colegas de escola que iriam ser assassinados no próximo dia 22. A Justiça da Infância e Juventude decretou a internação provisória do menor.
De acordo com a Polícia Civil, duas alunas da Escola Municipal João Matheus Telles de Menezes comunicaram a direção da instituição que o estudante teria criado a lista, escrita à mão, com 17 nomes de alunos dividida em três grupos “salvar”, “machucar”, “matar” e no final “se matar”.
Em poucos instantes, um verdadeiro caos se instalou na instituição de ensino e estudantes ficaram desesperados com as ameaças. O jovem tem comportamento depressivo, triste às vezes e chora durante a aula.
Ao ser questionado pela família, o aluno não demonstrou nenhum arrependimento e inclusive, durante aula de artes, disse que o artista plástico Van Gogh foi burro ao cometer suicídio, que se fosse ele, teria matado as pessoas que o importunavam.
A escola comunicou a Polícia Civil de Bady Bassitt e registrou um Boletim de Ocorrência. O jovem foi levado para a delegacia e o pai e o Conselho Tutelar foram acionados. Posteriormente, o jovem foi levado por policiais civis da delegacia e Conselheiros Tutelares para a Vara da Infância e Juventude de São José do Rio Preto. Para o promotor de justiça o jovem confessou que fez postagens em redes sociais com mensagens suicidas, tal como “não quero me matar, apenas me livrar da dor”.
Amigos de sala e professores disseram que, em 2016, ele foi encaminhado pelo Conselho Tutelar para tratamento psicológico e sempre apresentou indícios de um jovem desequilibrado. Segundo apurou a reportagem, o jovem teria sido abandonado pela mãe ainda quando criança e, atualmente, mora com o pai e a madrasta.
O juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, decidiu pela internação provisória do estudante. “Esta é a providência realmente idônea a proteger o aluno de suas próprias atitudes e possibilitando a realização de um trabalho psicossocial intensivo, em instituição preparada para recebê-lo. É apenas uma medida provisória até que tudo seja apurado”, disse.
Na manhã de sábado, 6, o menino foi levado por policiais civis para um hospital psiquiátrico de Rio Preto para a realização de exames.
*com informações da Gazeta do Interior

Aluno de 14 anos é detido após fazer lista com nomes para massacre em escola de Bady Bassitt