CÂMARA MUNICIP

Professores lotam plenário para cobrar Plano de Carreira

Professores lotam plenário para cobrar Plano de Carreira

Publicada há 10 anos


Por Jorge Pontes


Os vereadores fernandopolenses foram surpreendidos ao chegar ao Palácio 22 de Maio – Prefeito Edison Rolim para a realização da 13ª sessão ordinária. Os edis se depararam com uma cena pouco casual. As poltronas do plenário estavam todas tomadas por professores que procuraram os vereadores para pedir que a LDO – Lei de Diretrizes Orçamentária-, não fosse votado caso o Plano de Carreira da classe não estivesse previsto.


 Defasado desde 1998, o Plano de Carreira dos professores não esteve presente no projeto da LDO, que já está na Câmara Municipal há cerca de 30 dias aguardando votação.


 “O professor é sempre muito usado, principalmente em ano eleitoral. Essa luta nossa é antiga. Não queremos nada além do nosso direito. Está tudo previsto em lei, jornada de trabalho condizente, equiparação de salários, enfim. É um movimento justo que iniciamos e tivemos a palavra da atual administração municipal de que estará previsto no orçamento de 2017”, contou a professora da educação básica, Neiva Herreiro, da EMEF João Garcia Andreo.


Após ouvir o apelo dos professores, o presidente da Câmara André Pessuto, explicou que não poderia continuar a reunião, uma vez que ocorreria em instantes a sessão ordinária. Ele agradeceu a presença de todos e pediu para que uma audiência púbica fosse marcada.


“Essa classe passou da hora de ser valorizada como tem que ser. Vamos fazer um manifesto para que o estado de São Paulo possa dar exemplo de como se tratar um professor”, disse André Pessuto.


Embora seja uma exigência antiga, prevista no Artigo 206 da Constituição Federal e já delineada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) em 1996, o atual Plano Nacional de Educação (PNE) determina prazos para que estados e municípios implementem seus planos. Todas as redes devem estabelecer carreiras adequadas às diretrizes nacionais, que garantam o valor do piso nacional do magistério como vencimento básico inicial da categoria e que, ao mesmo tempo, promovam a equiparação salarial desses profissionais ao dos demais trabalhadores de mesmo nível de formação.

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