DESAFINOU!

MC Andinho ameaça policiais em letra de funk e pega 5 anos de prisão

Jovem foi encaminhado à Penitenciária de Riolândia; defesa acredita que a condenação foi injusta, tendo em vista de que o funkeiro teria apenas praticado a liberdade de expressão

Jovem foi encaminhado à Penitenciária de Riolândia; defesa acredita que a condenação foi injusta, tendo em vista de que o funkeiro teria apenas praticado a liberdade de expressão

Publicada há 10 anos

MC Andinho ameaça policiais em letra de funk e pega 5 anos de prisão

Funkeiro no momento em que foi preso pela Polícia / Foto: Divulgação Polícia



Por Breno Guarnieri


Foi condenado pela Justiça a cumprir cinco anos e seis meses de prisão o funkeiro A.F.A., 21 anos, acusado de compor uma música com ofensas contra a Policia Civil e Militar de Fernandópolis e Jales. Segundo apurou a Reportagem de “O Extra.net”, o jovem foi encaminhado à Penitenciária de Riolândia, município localizado a 69 quilômetros de Fernandópolis.


De acordo com a Polícia, o caso ocorreu em fevereiro de 2015, quando o funkeiro divulgou, via WhatsApp, uma canção com a letra repleta de xingamentos e ameaças a 12  policiais. Na música em questão, o MC faz alusão ao traficante carioca Fernandinho Beira-Mar. Andinho diz ainda na música pertencer à facção PCC (Primeiro Comando da Capital).


Detido pela PM ano passado, A.F.A. chegou a gravar um vídeo com pedido de desculpas a todos os policiais. Mesmo assim, foi aberto inquérito no 1º Distrito Policial de Fernandópolis para apurar o caso. Condenado pela 4ª Vara Judicial de Jales, a juíza do caso, Maria Paula Branquinho Pini, destaca que o funk composto por Andinho gerou enorme repercussão social expondo familiares dos policiais.


Preso

Na noite do último dia 16, a Polícia Militar capturou A.F.A. na Avenida Litério Grecco, zona norte de Fernandópolis. Durante patrulhamento de rotina pela referida avenida, os policiais militares o avistaram e como já tinham conhecimento de que ele era procurado pela Justiça o abordaram.


Exemplar

Um dos citados na letra, o delegado da Polícia Civil de Jales, Sebastião Biazi, acha justa a condenação do funkeiro. "O que ele fez foi desacato e xingamento contra todos os policiais, inclusive contra as instituições. Foi uma condenação exemplar”, salientou.

Defesa

Daiana Silva Britto, advogada de Andinho, acredita que a condenação foi injusta, porque ele teria apenas praticado a liberdade de expressão. A advogada pretende entrar com recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo.

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