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Prisões completam um ano e Gaeco prevê sentenças a partir de setembro

Se soltos, os envolvidos 'terão dor de cabeça para o resto da vida', afirmam profissionais do Direito

Se soltos, os envolvidos 'terão dor de cabeça para o resto da vida', afirmam profissionais do Direito

Publicada há 10 anos

Prisões completam um ano e Gaeco prevê sentenças a partir de setembro

Marta Colassiol e Mônica Bertão detidas e conduzidas ao 1º DP de Fernandópolis



Por João Leonel 


No último dia 16, completou um ano da deflagração da Operação “q.I.” (quem Indica), pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e Polícia Civil de Ribeirão Preto. Dos 29 réus deste processo, que corre pela 3ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, 06 pessoas são mantidas presas em Penitenciárias de São Paulo desde o dia 16 de junho de 2015: figuram neste rol a psicóloga e empresária fernandopolense, Marta Colassiol, e sua sócia, Mônica Bertão, ambas presas em Fernandópolis e que operavam as empresas Persona Capacitação e “Mérito, Gestão e Concursos”; a ex-vereadora da cidade de Pradópolis/SP, Marlene Aparecida Galiaso, conhecida como “Marlene da Prefeitura”, e seu filho, Rafael Galiaso de Almeida; o advogado Fernando Pereira Bromonschenkel e Fernando Simão. 


O empresário Victor Toyoji Nozaki, que possui, entre outras, a empresa Oregon, ainda está foragido. Após a comprovação de fraudes tanto em licitações para processos seletivos quanto em concursos públicos em diversas cidades paulistas no decorrer das investigações, chegou o momento dos depoimentos. Três audiências já foram realizadas, a última, no dia 17 deste mês. Todos os sete acusados que firmaram acordos de delação premiada foram ouvidos e confirmaram integralmente os fatos narrados para o Ministério Público, detalhando o esquema de fraudes em licitações, em concursos públicos e compra de vagas. 


Suas identidades permanecem sob sigilo. Oitivas são realizadas por cartas precatórias, sendo que nove testemunhas de defesa prestaram depoimento em Monte Alto e outras 19 serão ouvidas em Guariba e outras localidades. O total até agora comprovado nas inúmeras fraudes, através do esquema criminoso desbancado pelo Gaeco, já ultrapassou os R$ 2,5 milhões. De acordo com apuração da Reportagem de “O Extra.net”, a prova da acusação já está encerrada, sendo aguardada sentença para depois de agosto. 


DESDOBRAMENTOS 


Os bens dos réus, carros, demais veículos, imóveis e aplicações bancárias estão bloqueados, pois haverá, além das penas e multas, a devolução de recursos ao erário público através de indenizações. Se soltos, os envolvidos “terão dor de cabeça para o resto da vida”, afirmam profissionais do Direito. “Da mesma forma que prejudicaram milhares de pessoas, terão que pagar pelos crimes cometidos".



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