MAIS UM!
Jovem, que não tinha ficha criminal, será indiciado como co-autor da morte de Guerino Solfa Neto, morto no último dia 25
Jovem, que não tinha ficha criminal, será indiciado como co-autor da morte de Guerino Solfa Neto, morto no último dia 25

Pai do suspeito disse que o filho é inocente e que apenas teria dado carona aos dois acusados de matar o delegado
Da Redação
A Polícia Civil de Rio Preto prendeu na terça-feira (05), mais um envolvido na morte do delegado Guerino Solfa Neto, 43 anos, que pertencia ao Deinter-5. E.F.N., 18 anos, é oterceiro acusado de envolvimento no assassinato do delegado, um dos principaisintegrantes da equipe de inteligência da Polícia Civil na região. A Polícia apreendeu ainda um Volkswagen Gol, que teria sido usado para dar suporte aos outros dois acusados presos anteriormente: A.S.O.C., 26, e R.C., 28.
O delegado José Augusto Fernandes, que está à frente da investigação, pediu prisão temporária de E.F.,que já foi concedida pela Justiça.
O pai do suspeito disse que o filho é inocente e que apenas teria dado carona aos dois acusados de matar o delegado. Ainda segundo o pai, o mecânico conheceu os dois no dia anterior aocrime, na sexta-feira (24), em Ipiguá. A nova prisão representa uma reviravolta na versão apresentada pela Polícia Civil na sexta-feira, quando o delegado José Augusto Fernandes deu o caso por encerrado e descartou completamente a existência de um terceiro elemento no crime.
A Polícia Civil vai fazer nasemana que vem a reconstituição completa do crime. Isso, segundo os policiais,vai ajudar a esclarecer a dinâmica do assassinato.
O crime
Guerino foi executado com tiros na nuca, à queima-roupa, de cima para baixo, na marginal da Rodovia Washington Luís (SP-310), em Rio Preto. O crime foi no sábado, dia 25 de junho. Os outros dois presos envolvidos no crime já confessaram o crime e prestaram depoimento na sexta-feira, dia 1º, na DIG de Rio Preto.
Na versão da Polícia, baseada nos depoimentos dos presos, o delegado do Deinter havia parado sua caminhonete,uma Ford Ranger, para atender uma ligação quando foi abordado pelos dois homens, que cumpriam pena no CPP de Rio Preto e estavam na rua por conta de uma saidinha temporária.
Segundo a conclusão da Polícia, eles estavam atrás de um carro para viajar a São Paulo e abordaram o Guerino sem saber que ele era delegado. “Podia ser qualquer pessoa. Ele morreu simplesmente pelo fato de ser policial”, disse Fernandes.
Os dois disseram aos policiais que após deixarem o presídio foram a uma festa, onde fizeram o uso de álcool e posteriormente mantiveram relações sexuais com duas mulheres, por isso teriam perdido o horário do transporte coletivo que os levaria para a Capital.