
Segundo a ANP, os preços têm de estar bem claros na bomba, nos painéis e em qualquer outro tipo de estrutura de divulgação
Por Breno Guarnieri
Muitos postos de gasolina, em Fernandópolis, estão “escondendo” os preços do combustível do motorista. Em alguns estabelecimentos o consumidor só descobre quanto vai pagar quando chega à bomba.
Um posto localizado em um trecho bem movimentado da Avenida Expedicionários Brasileiros não exibe preço nenhum na parte da frente. O preço da gasolina é revelado somente na bomba. Porém, se o motorista quiser saber de outra forma o valor do litro da gasolina, por exemplo, ele terá de procurar bem as placas, que estão posicionadas em um canto.
À vista
Pelo código do consumidor, o preço deve estar avista de todo mundo. De acordo com o Procon, são irregulares as situações em que os postos não informam os preços dos combustíveis de forma clara. "A informação não deve estar obscura", destaca a agência de Fernandópolis. Em caso de irregularidade, o motorista pode denunciar pelo telefone 151 ou pelas redes sociais. Cabe multa ou até o fechamento do estabelecimento.
Reclamações
O professor Mário Andrade, 32 anos, abasteceu sem conferir, antes, o preço, e pagou caro. “Agora aprendi. Simplesmente eu não entro mais em postos que não exibem os preços de forma clara”, destacou.
A declaração do professor “ganhou força” com a empresária Maristela Narin, 29 anos. “Em Fernandópolis, infelizmente isso acontece mais do que a gente pensa, principalmente em postos de pouco movimento. É uma falta de respeito ao consumidor”, acrescentou.
ANP
Quem regula o funcionamento dos postos de combustíveis é a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que informa que os preços têm de estar bem claros na bomba, nos painéis e em qualquer outro tipo de estrutura de divulgação.
No caso de painéis, totens e cartazes, a ANP diz que eles têm de estar na entrada do posto, de fácil visualização à distância, tanto de dia quanto de noite. É necessário ter informação de preços de todos os combustíveis que são vendidos ali.