

Momento da transferência dos presos da DIG à Cadeia de Guarani d’Oeste
Por João Leonel
D.S.C.J., 26 anos, e C.C.G.R., 28, foram presos na manhã de ontem (22), pela Delegacia de Investigações Gerais de Fernandópolis suspeitos de participação no homicídio do jovem Luís Cláudio de Assis Oliveira, de 22 anos, registrado nas imediações do Buteko Santo Antônio, localizado na Avenida dos Arnaldos, região central de Fernandópolis.
O crime ocorreu durante briga generalizada na madrugada do dia 27 de fevereiro, por volta das 3h. A dupla presa pela DIG aparece em diversos vídeos da confusão - alguns amadores e outros de câmeras de segurança do estabelecimento.
As prisões aconteceram em cumprimento a mandados de prisão temporária, válida por 30 dias e prorrogável por igual período. Mesmo com os vídeos sob análise, até o momento não foi possível identificar o autor, ou os autores, dos golpes, possivelmente desferidos com o uso de uma faca, que mataram Luís Cláudio e feriram outro jovem, E.P.O., que ficou internado na Santa Casa de Fernandópolis, onde se recuperou, recebendo alta médica no último dia 02.
Até o momento, após mais de 10 depoimentos, nenhuma das testemunhas contribuíram para identificar quem é o responsável pelo homicídio e pelos ferimentos de E.P.O.. O delegado titular da DIG, Ailton Canato, responsável pelas investigações, confirmou que faltam detalhes para concluir o caso.
“Esta investigação ainda não está completamente elucidada”, declarou à Reportagem de “O Extra.net”. Dr. Canato cogita, inclusive, pedir a prisão de testemunhas que já prestaram depoimento por “sonegação de informações” importantes para as investigações. “Pelos vídeos, dá para ver que algumas testemunhas assistiram à briga toda”, enfatiza o delegado, que confirma a evolução das investigações. “Toda investigação acontece por etapas”, disse.
Até o momento, não há outras pessoas suspeitas de participar do homicídio. A próxima etapa das investigações prevê “fechar o cerco sobre os dois suspeitos” presos nesta terça-feira. D.S.C.J. e C.C.G.R. foram ouvidos na DIG e transferidos à Cadeia de Guarani d’Oeste.
PISTOLA 765
Durante as prisões, na casa de C.C.G.R., foram encontradas uma pistola 765 municiada e ainda mais munições não deflagradas. Ele foi autuado em flagrante delito por “possuir ou manter arma de fogo e munição” em sua residência. Foi arbitrada uma fiança de R$ 1760,00. O valor foi pago, mas o indiciado não foi liberado devido à temporária expedida contra ele.

Pistola 765 e munições apreendidas pela DIG
SIGILO GARANTIDO
Apoiado no Provimento CG 32/2000, da Corregedoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo, em complemento à Lei Federal nº 9.807/99, que visa “o aperfeiçoamento e eficácia da investigação policial e do processo criminal; considerando que a segurança pública é dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas; considerando que a lei determina a adoção de medidas de proteção às vítimas e testemunhas, especialmente aquelas expostas à grave ameaça ou que estejam coagidas em razão de colaborarem com investigação ou processo criminal; e considerando que a lei restringe a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem”, o delegado Ailton Canato confirmou que possíveis testemunhas que decidam colaborar com as investigações “não terão quaisquer de seus endereços ou dados de qualificação” divulgados, garantindo assim o “sigilo absoluto” a pessoas que possam estar com receio de contribuir com alguma informação.
Os depoimentos poderão até mesmo ser colhidos em outros locais, fora da DIG. A pessoa liga e os investigadores e o delegado irão ao seu encontro. A DIG está localizada à Rua Minas Gerais, nº 1185 (esquina com a Avenida Amadeu Bizelli, antiga AV. 07), e o telefone é o (17) 3462 1133.
A BRIGA
Num primeiro momento, segundo apurou “O Extra.net”, 04 jovens votuporanguenses partem para cima de uma turma de amigos de Fernandópolis, ainda no interior do Buteko Santo Antonio, quando empurrões, garrafadas, socos, pontapés e uma verdadeira “chuva de cadeiradas” foram registrados. Este foi o início da briga, motivada por um simples “esbarrão”. Diversos envolvidos, tanto de Fernandópolis quanto de Votuporanga, já foram identificados.
Os jovens das “duas turmas” pagaram sua contas e saíram do bar, mas não foram embora, permanecendo discutindo em frente ao estabelecimento, que possuía um segurança trabalhando naquele horário. Logo em seguida, uma segunda briga tem início, quando Luís Cláudio e E.P.O. acabaram “esfaqueados”.

Delegado Ailton Canato conduz as investigações