Erica Cristina

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Lúpus Eritematoso Sistêmico

Por Erica Cristina Tazinaffo - Fisioterapeuta

Por Erica Cristina Tazinaffo - Fisioterapeuta

Publicada há 9 anos

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune, multissistêmica, caracterizada por hiperatividade do sistema imunológico e pela produção de anticorpos.


De etiologia não totalmente esclarecida, o desenvolvimento da doença está relacionado a fatores genéticos, hormonais, ambientais e estresse psicológico, sendo que este último fator é considerado pelos pesquisadores, como importante desencadeador da patologia e de suas agudizações.


O LES pode afetar vários órgãos, sendo que as articulações, a pele e os rins são os mais comprometidos.


Pode atingir ainda o sistema cardíaco, o pulmonar, o neuropsiquiátrico, o gastrointestinal e o hematológico. O tratamento deve ser individualizado para cada paciente, dependendo dos órgãos ou dos sistemas comprometidos e da gravidade dos sintomas.


Os sintomas constitucionais (febre, mal-estar, fadiga, perda de peso): mais comummente fadiga e febre de baixo grau, Dores nas articulações (artralgia), Artrite (articulações inflamadas), Erupções cutâneas, Envolvimento pulmonar (sintomas incluem: dor no peito, dificuldade em respirar e tosse), Anemia, Envolvimento dos rins (nefrite lúpica), Sensibilidade ao sol ou luz (fotossensibilidade), Perda de cabelo, Convulsões, Dores de cabeça, Úlceras na boca, nariz ou vaginal.


O tratamento médico para o LES assenta sobretudo na terapia medicamentosa e é baseado nos sintomas dos pacientes e no envolvimento sistémico.


O Fisioterapeuta pode desempenhar um papel importante para os pacientes com LES durante e entre os períodos mais agudos da doença. A necessidade do paciente para a terapia física irá variar muito, dependendo dos sistemas implicados.

Educação: É essencial para os pacientes com lesões de pele terem uma educação apropriada sobre a melhor maneira de cuidar da sua pele e garantir que não experimentam lesões adicionais da pele.


Exercício aeróbio: Um dos sintomas mais comuns que os pacientes com LES experienciam é a fadiga generalizada que pode limitar suas atividades ao longo do dia. Num estudo de Tench e col, foi determinado que programas de exercícios aeróbios são mais bem sucedidos do que técnicas de relaxamento na diminuição dos níveis de fadiga dos pacientes com LES. O programa de exercício aeróbio consistiu em 30-50 minutos de atividade aeróbia (caminhada / natação / ciclismo), com uma frequência cardíaca correspondente a 60% do VO2máx. Um outro estudo concluiu que tanto o exercício aeróbio como exercícios de amplitude de movimento/fortalecimento muscular podem aumentar o nível de energia, a aptidão cardiovascular, a capacidade funcional e a força muscular em pacientes com LES.

Conservação de Energia: O Fisioterapeuta pode educar os pacientes sobre as técnicas adequadas de conservação de energia e as melhores formas de proteger as articulações que são suscetíveis a danos.


Para além disso, fisioterapeutas e pacientes com LES devem estar alerta para sinais e sintomas que sugerem uma progressão do LES, incluindo aqueles associados com necrose avascular, envolvimento renal e neurológico.

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