Da Redação
A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira, 10, um mandado de busca e apreensão em Tabapuã, como parte da Operação Dúctil, que investiga, em todo país, suposto esquema de fraudes de R$ 21 milhões na aquisição emergencial de materiais e insumos médico-hospitalares durante a pandemia do coronavírus. O nome da pessoa investigada não foi divulgado pela PF.
Em toda a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Rondônia, durante ação feita em conjunto com Controladoria-Geral da União e o Ministério Público Federal
Os mandados também foram cumpridos em Porto Velho (RO), São Miguel do Guaporé (RO), Rolim de Moura (RO), Manaus (AM), Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul todas no estado de São Paulo.
Durante as investigações, foram apurados indícios de apresentação de atestados de capacidade técnica falsos e a possível atuação de empresários em conluio com agentes públicos da Secretaria Estadual de Saúde.
Com base na análise dos processos licitatórios, a CGU constatou ainda indícios de irregularidades nos procedimentos de homologação das propostas, ausência de representatividade legal de suposto representante comercial, bem como o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões à empresa sem apresentação de garantias suficientes para cobrir os riscos relacionados à entrega dos produtos.
A Operação Dúctil foi deflagrada simultaneamente com a Operação Assepsia, conduzida pela Superintendência da Polícia Federal no Acre, em conjunto com a CGU, que também investiga fraudes relacionadas às compras emergenciais da Covid-19, praticadas por empresa envolvida nas licitações em Rondônia.
As duas pessoas presas durante a operação desta quarta-feira serão encaminhados a presídios estaduais, onde permanecerão à disposição da Justiça. Elas vão e responder pelos crimes de fraude a licitações, falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro.