LAÇOS

Programa de apadrinhamento afetivo está com inscrições abertas

Programa de apadrinhamento afetivo está com inscrições abertas

Em Fernandópolis, ação é desenvolvida pelo TJSP em parceria com o Orfanato, Casa Cofasp e CREAS

Em Fernandópolis, ação é desenvolvida pelo TJSP em parceria com o Orfanato, Casa Cofasp e CREAS

Publicada há 9 anos

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Candidatos a padrinho e madrinha devem fazer suas inscrições até no próximo dia 16, no Fórum de Fernandópolis



Por Josanie Branco


A realidade cotidiana de crianças/adolescentes acolhidas em instituições tem despertado a atenção da sociedade e organizações que atuam na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Verifica-se, em geral, a ausência de fatores fundamentais ao bom desenvolvimento do ser humano, como: tratamento individualizado, afeto, aconselhamento, vínculos afetivos significativos, convivência comunitária, etc. 


A ausência desses fatores pode agravar nessas crianças e adolescentes, problemas como solidão, sentimento de abandono, baixa autoestima, agressividade, baixo rendimento escolar, dificuldade de socialização, entre outros. Diante dessa realidade, e consciente de que é responsabilidade da família, do estado e da sociedade zelar por suas crianças e adolescentes, estão abertas em Fernandópolis as inscrições para o “Laços”, um programa implantando pelo Tribunal de Justiça em todo Estado de São Paulo e desenvolvido através do setor técnico de Serviço Social e Psicologia. No município, em parceria com as instituições de acolhimento institucional: Associação Assistencial Nosso Lar (orfanato), Casa
Cofasf e o CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social). 


O “Laços” é um programa de apadrinhamento afetivo para crianças e adolescentes que vivem em abrigos, com o objetivo de possibilitar a esses jovens, com chances remotas de adoção, a construção de vínculos fora da instituição em que vivem, com as novas famílias acolhedoras. Através do programa, o padrinho ou a madrinha se torna uma referência na vida da criança, mas não recebe a guarda, pois o guardião continua sendo a instituição de acolhimento. Os padrinhos podem visitar a criança e, mediante autorização e supervisão, realizar passeios e até mesmo viagens. 


“A ideia é criar vínculos que poderão ser levados p a r a além do abrigo. Queremos abrir caminho para o exercício do afeto, para o potencial de solidariedade das pessoas. Não é caridade, mas comprometimento social e humano”, diz a assistente social Rose. As famílias que tiverem interesse em fazer a inscrição para o programa devem comparecer nos setores de Psicologia e Serviço Social do Fórum de Fernandópolis até o próximo dia 16, das 10 às 18h. Depois de efetivado o cadastro, onde serão analisados diversos critérios, os candidatos serão submetidos a um estudo social e psicológico e posteriormente participarão de um curso preparatório, que é obrigatório.


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