Da Redação
Os clubes que disputarão a Segunda Divisão do Campeonato Paulista divulgaram um manifesto contra alguns pontos no protocolo para início da disputa da competição. O principal deles seria o fato de os testes PCR serem de responsabilidade dos clubes participantes, que deverão informar o laboratório escolhido e enviar os resultados para a Comissão Médica da Federação Paulista de Futebol (FPF).
“Hoje cerca de 80% não teriam condições de arcar com essas despesas de testes semanais. Numa pesquisa rápida, em caso de 35 testes semanais, o custo chegaria a R$ 7 mil por semana, os clubes tem direito a cota, afinal, somos igualmente como os clubes da série A1, A2 e A3, filiados à Federação, cumpridores dos nossos deveres como federados, logo temos os mesmos direitos, ou estamos errados quanto a isso?”, diz trecho do manifesto. No protocolo, a FPF só arcaria com dois lotes para 38 pessoas.
Foram 21 clubes que assinaram o documento, incluindo o América de Rio Preto e o Tanabi, representantes da região na competição. Outro ponto questionado foi a obrigação de troca de uniformes durante o intervalo das partidas. “Ora, se todos os atletas, comissão técnica e envolvidos no evento estão testados e comprovadamente não estão contaminados, qual a necessidade dessa troca? Muitos times possuem apenas um jogo de uniforme numero 1 e um jogo de uniforme numero 2, teremos 2 jogos por semana, acredito que isso poderia ser revisto”, diz o manifesto.
O presidente do América, Luiz Donizete Prieto, o Italiano, afirmou que o clube já acertou uma parceria com um laboratório como forma de minimizar os gastos com os exames.
“Contratamos um médico especialista na área recentemente para fazer todo o acompanhamento de nossos atletas”, comentou. Segundo ele, mesmo que o protocolo não seja revisto pela FPF, o Rubro terá condições de jogar a competição.
O diretor de futebol do Tanabi, Amim Júnior. também confirmou que o clube irá assegurar a vaga na Segundona. “Se não houver uma ajuda da Federação fica difícil e inviável atender todos esses requisitos. Não estamos querendo o início da competição apenas pelo esporte, mas sim pelos demais funcionários do clube que dependem da atividade”, afirmou.