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PF não descarta novas prisões por fraudes no Hospital de Câncer

PF não descarta novas prisões por fraudes no Hospital de Câncer

Acusados de desviar R$ 700 mil - valor já apurado - dos recursos do HC de Jales responderão por estelionato e associação criminosa

Acusados de desviar R$ 700 mil - valor já apurado - dos recursos do HC de Jales responderão por estelionato e associação criminosa

Publicada há 9 anos


Material apreendido em setembro pela Polícia Federal



Da Redação


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (08), a operação “Corrente do Bem” que investiga ex-funcionários do Hospital de Câncer de Barretos, unidade Jales, por desvios de recursos da instituição. Três ex-funcionários foram presos em Jales, Barretos e Sumaré.


Segundo a Polícia Federal, o ex-diretor administrativo da unidade de Jales, R.M.D., de 33 anos, e outros dois ex-funcionários, também do setor de administração, de 29 e 30 anos, estavam demitidos por justa causa e já eram investigados por desvios de recursos do hospital em benefício próprio, mediante pagamentos suspeitos em supermercados, hotéis, oficinas mecânicas, lojas de pneus, postos de combustíveis, restaurantes, transporte de passageiros e cargas perigosas, entre outros.


A Polícia estima que até o momento tenham sido feitos pagamentos de aproximadamente R$ 700 mil em despesas suspeitas. Desde o início das investigações, a PF diz que teve o apoio da direção do Hospital de Câncer de Barretos, que fez auditoria interna e passou informações que auxiliaram nas investigações. Há aproximadamente um mês, uma ação já havia sido feita na unidade do hospital em Jales, com a participação da direção do hospital de Barretos. Naquela ocasião, vários documentos foram apreendidos e os presos desta terça (08) foram demitidos por justa causa.


A investigação foi batizada de operação “Corrente do Bem” porque o Hospital de Câncer de Barretos é mantido, em grande parte, com doações da sociedade, seja por comunidades que fazem doações, leilões ou por meio de organizações que formam uma “corrente do bem”. A Polícia Federal informa que, por meio desta operação, tem o objetivo de assegurar que as doações e recursos arrecadados em nome do hospital cheguem integralmente ao seu destino, que é para benefício dos pacientes que enfrentam o câncer.


Os três presos vão responder por estelionato (diversas vezes) e associação criminosa. Cinco veículos foram apreendidos, além de aproximadamente R$ 5 mil em espécie. Veículos e valores apreendidos poderão ser revertidos para a instituição hospitalar prejudicada a critério da Justiça. Todos foram levados para a sede da Polícia Federal em Jales e depois transferidos para presídios da região, onde permanecerão à disposição da Justiça Estadual.



Quatro dos cinco veículos apreendidos ontem pela PF



ENTENDA

A Polícia Federal investiga a suspeita de desvio de verbas na unidade de Jales (SP) do Hospital do Câncer de Barretos. O dinheiro estaria saindo do superfaturamento de serviços e até da não realização deles e, em dois anos, o esquema teria desviado R$ 500 mil, segundo a investigação. No dia 20 de setembro, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão na unidade. Ninguém foi preso na ocasião.

Em setembro, em nota, o Hospital do Câncer de Barretos confirmou que o presidente da instituição acompanhou o trabalho da Polícia Federal na unidade de Jales para averiguar as denúncias. A nota dizia ainda que algumas pessoas foram afastadas das funções até que os fatos fossem apurados.

A PF ressalta que o Hospital de Câncer de Barretos, unidade Jales, foi vítima do esquema e não é investigado. Os funcionários responderão inquérito policial na PF por desvios de recursos da instituição que atende gratuitamente pacientes com câncer de todo o país.

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