RAIO-X DA SAÚD

TCE aponta falta de médicos nos AMEs

Todas as informações – fotos, dados, situações de irregularidade –, eram transmitidas em tempo real para os departamentos de informática e de fiscalização do Tribunal de Contas durante oper

Todas as informações – fotos, dados, situações de irregularidade –, eram transmitidas em tempo real para os departamentos de informática e de fiscalização do Tribunal de Contas durante oper

Publicada há 10 anos

Por João Leonel


TCE aponta falta de médicos nos AMEsO Presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Dimas Eduardo Ramalho, acompanhado dos Diretores de Supervisão da Fiscalização, Alexandre Carsola e Antonio Bento de Melo, participou da fiscalização no Hospital Geral de Guarulhos, na grande São Paulo



A reportagem de “O Extra.net” teve acesso a importantes dados presentes no relatório gerencial da operação ordenada realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) durante a semana. A partir deste relatório, será apresentado um verdadeiro Raio-X da Saúde Pública, através de um  “mapa da qualidade” dos serviços prestados neste setor, em todo o Estado pelas Organizações Sociais de Saúde. 


Além disso, os dados visualizados em escala ampla e comparativa servirão de instrumento de controle de qualidade, eficiência e transparência para os Conselheiros do TCESP, no exercício da função fiscalizadora; para o Governo, na elaboração e execução de políticas públicas de saúde; para as Organizações Sociais, no aperfeiçoamento de suas atividades, e para a sociedade civil, a fim de que tenham conhecimento dos serviços que lhe são prestados e possam exercer os direitos de cidadania, cobrando dos órgãos e entidades maiores ofertas e melhores resultados. Os AMEs de Fernandópolis, Jales, Votuporanga e Santa Fé do Sul passaram pela fiscalização do TCE. No geral, entre os 48 Ambulatórios Médicos de Especialidades fiscalizados, no interior, litoral, região metropolitana de São Paulo e Capital, 24% destas unidades não possuem médicos para atender todas as especialidades médicas oferecidas. 


Em 40% dos AMEs, há equipamentos que não são usados. Em 13% dessas unidades, os médicos não cumprem a escala de trabalho determinada. Entre outros índices, o TCE apurou que em 91% dos AMEs não existe atendimento especializado para Dengue, Zika e Chikungunha.


A OPERAÇÃO 


A operação ordenada envolveu mais de 200 agentes de fiscalização na capital e no interior do Estado nesta terça-feira (29). O Tribunal de Contas de São Paulo fiscalizou hospitais e ambulatórios de saúde cujas administrações são gerenciadas por Organizações Sociais de Saúde (OSS). 


O objetivo central foi verificar a adequação e eficiência dos procedimentos contratados junto às Organizações Sociais, além do cumprimento das cláusulas contratuais e da legislação aplicável à saúde. Durante 04 horas, das 9h às 13h, os fiscais do TCE checaram ‘in loco’ as condições e operacionalização dos serviços em 58 hospitais e unidades gerenciadas pelas OSSs no Estado. Na capital, foram vistoriados 21 hospitais (12 AMEs) e, no interior e litoral paulista, foram fiscalizadas 37 unidades que oferecem especialistas médicas e ambulatoriais, destas, 36 AMEs. 


Na oportunidade, dotados de tablets e equipamentos conectados online com a rede de informática do TCE, os agentes de fiscalização chegaram aos locais sem viaturas identificadas, conversaram com os usuários, checaram a qualidade do atendimento e buscaram informações dos setores administrativos, almoxarifado e condições de equipamentos e aparelhos.






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