
Prefeito Adilson Jesus Perez Segura (PSDB) e o vice Manoel do Livramento Filho, o "Manezinho" (PMDB)
Por João Leonel
Preparando-se para iniciar a gestão 2017-2020, prefeitos e prefeitas de 13 municípios, entre novos gestores e gestoras, e também chefes de Executivos reeleitos nas eleições municipais deste ano, apresentam seu "cartão de visita" aos leitores de "O Extra.net", abordando os principais desafios que enfrentarão no comando das Administrações Municipais da região de Fernandópolis. Saiba quais são suas perspectivas para o primeiro ano de governo, as prioridades de investimento e o que esperam da relação que terão com o Poder Legislativo em cada município.
Prefeito de Valentim Gentil, Adilson Jesus Perez Segura nasceu aos 06 de agosto de 1962, na cidade que novamente administrará. É filho de Aparecido Gerez Segura e Isabel Garcia Perez Segura. Casado com Rosalina Keiko Yakashiro, é pai de três filhos: Lilia Mara, médica; Vinícius, veterinário; e Adilson Júnior, advogado. Desde os 07 anos se dedicou à agricultura e pecuária, atividades que exerce até hoje. Ingressou na vida pública como vereador e exerceu três mandatos consecutivos, de 1992 a 2004. Em dois desses períodos, ocupou a presidência do Legislativo. Em 2008, candidatou-se a prefeito e foi bem sucedido, administrando o município pela primeira vez, entre 2009 e 2012. Antes de participar das Eleições 2016, foi assessor parlamentar do deputado federal Silvio Torres. Eleito pela segunda vez prefeito de Valentim Gentil, garante: "Estou preparado para mais esse desafio".
O EXTRA: Já estão definidos os nomes para o "primeiro escalão" de seu futuro governo?
ADILSON SEGURA: Evidente que todos os gestores optam por trabalhar com pessoas com quais tem mais afinidade. Na minha opinião, todos, independente de opiniões partidárias, são de confiança, por isso, evito dizer “cargos de confiança”, pois dá a impressão que existem os que não são de confiança. Quanto a nomes, não vou negar que os tenho em mente, mas, considerando que não houve a possibilidade de se formalizar uma “transição”, não possuo, assim, um quadro da realidade com a qual vou me defrontar. Lógico que áreas como a Educação, Saúde, Jurídica e outras carecerão de pessoas que conjugam comigo dos mesmos ideais.
O EXTRA: Frente à crise que assola o Brasil, deixando Estados e Municípios em delicada situação financeira, quais suas prioridades de investimento a partir de janeiro e qual espera ser o maior desafio durante os próximos 4 anos no comando da Administração Municipal?
ADILSON SEGURA: Temos um diagnóstico prévio de todos os setores, embora superficialmente, mas baseado em informações fidedignas. Nota-se que em todos os setores há necessidade de ações imediatas, de correções pontuais. Exemplo a frota de veículos, principalmente de ambulâncias e de transporte escolar. Há informações de que está totalmente deteriorada, requerendo ações imediatas. Assim também na Saúde, na Educação, no Esporte e etc. Eu seria incorreto se apontasse prioridades, já que na minha opinião tudo tem de fluir equilibradamente. Após os primeiros dias, os primeiros meses, poderemos constatar a real situação do município e aí então, considerando os anseios da população, priorizar.
O EXTRA: Qual a situação financeira da Prefeitura de Valentim Gentil? Há dívidas a pagar ou salários atrasados de servidores municipais?
ADILSON SEGURA: Baseando-se no Portal da Transparência e nos próprios balancetes financeiros mensais, a situação financeira por que passa o município é extremamente caótica, ouso dizer desesperadora. Já que percebe-se um déficit mensal de cerca de R$ 300 mil. Vamos assumir um “resto a pagar” talvez impagável. Mas confio plenamente na minha capacidade de gerenciar, na capacidade da minha equipe de trabalho. Confio, principalmente, na compreensão das pessoas, pois, de imediato talvez não poderemos promover as mudanças necessárias e que todos esperam.
O EXTRA: Quanto ao número de funcionários públicos, haverá necessidade de demissões ou cortes de benefícios?
ADILSON SEGURA: Temos ouvido ultimamente que direitos adquiridos são direitos garantidos. Sabemos que precisamos reduzir despesas, cortar gastos, para viabilizar nossa administração. Entretanto, quando se fala em demitir, privar um chefe de família da receita para a manutenção e sustento da sua família, isso se caracteriza num dos remédios mais amargos. Imagino que aqueles considerados “cargos de confiança” deixarão seus respectivos cargos. Quanto a eventuais benefícios, vamos analisar se são ou não merecedores. Não é justo um servidor ser beneficiado, imerecidamente, em detrimento de outros que carecem. Essa é uma situação que vamos analisar com muito carinho e cuidado, pois, acima de tudo, somos humanos.
O EXTRA: Você acredita que com recursos próprios – sem repasses da União ou Estado – conseguirá realizar alguma obra importante?
ADILSON SEGURA: Muito difícil. Os recursos próprios da maioria dos municípios, principalmente os de pequeno porte, são utilizados somente no custeio dos serviços essenciais à população. Manutenção da frota de veículos, manutenção dos serviços urbanos e rurais, manutenção da máquina administrativa, da Saúde, e várias outras consomem praticamente todos os recursos próprios. Obras são essenciais, pois elas são para oferecer serviços, mas somente através de emendas parlamentares ou de verbas ministeriais.
O EXTRA: O que espera de seu relacionamento com o Poder Legislativo?
ADILSON SEGURA: Embora distintos, são poderes harmônicos. Não só porque elegemos a maioria, mas principalmente porque todos os eleitos são pessoas de bem e que querem o melhor para o município. Essa harmonia vai prevalecer, mesmo porque não vamos impor nada que traga algum desgaste.
MENSAGEM FINAL: Reconheço a responsabilidade que tenho. Hoje sou prefeito de todos, com as bênçãos de Deus, não apenas daqueles que nos acompanharam nas atividades de campanha, mas de todos. Mas a responsabilidade é um chamado do Senhor, e o nosso Pai não negará sua benção aos escolhidos, portanto, rendo graças a Deus por ter sido escolhido pelo nosso povo, mas principalmente por Ele (Deus), para dirigir os destinos de Valentim Gentil. Reconheço a dimensão dos desafios que encontraremos e a exata fronteira dos meus limites. Mas sei também que não sonharei sozinho o sonho da mudança e da inovação, que são aspirações de uma cidade inteira assumidas nas urnas, sobretudo marcadas no coração e no sentimento coletivo de mudança que emergiu na nossa cidade, em nosso município. A nossa Administração será voltada para o futuro. Não haverá revanchismos nem perseguições, mas a execução de todas as medidas necessárias para que a máquina administrativa atenda com mais eficácia as demandas da sociedade.