UM DIA NA UPA

Suprindo a falta do Pronto-Socorro da Santa Casa

Suprindo a falta do Pronto-Socorro da Santa Casa

DRS-XV deve notificar Santa Casa para que mantenha, pelo menos, 50% do funcionamento do PS, o que garantirá atendimento a moradores da região de Fernandópolis

DRS-XV deve notificar Santa Casa para que mantenha, pelo menos, 50% do funcionamento do PS, o que garantirá atendimento a moradores da região de Fernandópolis

Publicada há 9 anos

 Resultado de imagem para silencio vazio fernandópolis santa casa

Pacientes aguardavam atendimento na UPA, enquanto PS da Santa Casa completamente vazio




Carolina Sabino recebe informações de paciente levado à UPA pelo SAMU



Por João Leonel


O anúncio do fechamento do Pronto Socorro da Santa Casa de Fernandópolis, oficializado na última sexta-feira (23), foi consumado nesta segunda (26). Desde as 7h de ontem, os poucos pacientes que compareceram ao local foram orientados a procurar as UBSs e também a UPA (leia mais no portal de notícias www.oextra.net). Durante a tarde, a enfermeira Carolina Sabino, coordenadora e responsável técnica, e o cardiologista Luiz Flávio Franqueiro, diretor clínico da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), receberam a Reportagem de “O Extra.net” em um dia de muita apreensão para os fernandopolenses. “Para nós foi um dia normal, porque já estamos realizando atendimento há 3 meses. Nesse período, temos mantido um bom feedback com as Unidades Básicas de Saúde, sobre prioridades de atendimento e classificação de risco”, disse Carolina. Entre a meia-noite e às 18h desta segunda, foram atendidos 120 pacientes na UPA, uma unidade de complexidade intermediária entre as UBSs e a emergência hospitalar. Emergência compreende casos mais graves, em que pacientes não podem esperar por um atendimento, por exemplo, vítimas de acidentes, com quadro de politraumatrismo. Na UPA, há sempre dois médicos atendendo durante 24h. A carga horária dos médicos é de 12h por dia, sendo assim, quatro médicos atendem na unidade todos os dias. Vale lembrar que a UPA só realiza atendimento de moradores de Fernandópolis.



Dr. Diogo Abdala em seu consultório ontem, quando a Dra. Daniela Pimenta também atendia na UPA



ESTRUTURA FÍSICA

A estrutura física da UPA, em prédio amplo, novo e com diversas salas, abriga setores de classificação de risco (triagem), consultórios, inalação, suturas, ECG (eletrocardiograma), administração de medicamentos, urgência (casos mais brandos), necrotério e observações, com o total de 10 leitos para pacientes permanecerem em observação, durante, no máximo, 24h. Os setores de observação são assim distribuídos: 6 adultos (3 masculinos e 3 femininos); 1 pediátrico; 1 de curta permanência; e ainda 2 de emergência.


MÉDIA DE ATENDIMENTO

A UPA de Fernandópolis, de acordo com uma graduação que vai até 3, segundo o Ministério da Saúde, é de ‘Porte 1’. “É uma questão de número de atendimento, e para isso fazemos a média mensal de pacientes que passam pela unidade. Nosso ‘teto’ é para uma média de até 150 atendimentos por dia. Já em nosso 3º mês de atividade, atingimos a marca de 141 atendimentos/dia”, conta o Dr. Franqueiro. Os mais de 120 atendimentos de ontem (até as 18h) estão “dentro da expectativa” da direção da unidade. “A grande maioria de nossos atendimentos é na área de otorrino (dores de garganta, ouvido), resfriados, cefaleia. Já atendemos um paciente com infarto. Mas, em casos mais graves, o paciente é encaminhado para a Santa Casa, pois lá há uma estrutura para um atendimento multiprofissional. A UPA está sendo um desafogo para a Santa Casa, na questão de estrutura (para receber os pacientes), muito superior, e também na qualidade dos atendimentos de urgência. Aqui na UPA também recebemos casos de traumas, com suspeita de lesões (mão, pé, braço, perna, por exemplo). Quando se trata de uma lesão óbvia, o SAMU já encaminha o paciente diretamente para a Santa Casa. Ainda não temos Raio-X, mas teremos, temos espaço físico para isso e essa deve ser uma de nossas novas alas, ainda sem data para ser inaugurada”, declarou o diretor clínico da UPA.


TRIAGEM

Na sala de triagem da UPA, os pacientes são selecionados de acordo com o atendimento que necessitam. Esta classificação respeita o “protocolo de Manchester”, com os seguintes níveis de gravidade, sempre identificados por cores: cor azul “Não Urgente”, sem risco imediato de agravo à saúde (atendimento em até 240 minutos); cor verde “Pouco Urgente” - baixo risco de agravo imediato à saúde (atendimento em até 120 minutos); cor amarela “Urgência” - condição que pode agravar sem atendimento (em até 60 minutos); cor vermelha “Emergência” - risco imediato de perder a vida (atendimento imediato).



Paciente passa pelo setor de triagem



E A REGIÃO?

Pelo menos duas cidades da região, Mira Estrela (município conhecido pelos leilões que realiza em prol da Santa Casa de Fernandópolis - seu último leilão de gado arrecadou R$ 30 mil, direcionados ao hospital) e Indiaporã, cobram um “plano de trabalho” da direção da Santa Casa para que possam se adequar e garantir atendimento aos seus moradores.


E A DRS-XV?

E exatamente pelo fechamento “total” do PS da Santa Casa para atendimento ao público, a DRS-XV (Departamento Regional de Saúde de Rio Preto), deverá notificar o hospital para que mantenha 50% do funcionamento de seu Pronto-Socorro.


 

Estoques no almoxarifado e setores de administração de medicamentos, soros e suturas



últimas