ELEITORADO FEMI
Em Fernandópolis, há uma boa chance das eleições serem decididas pelo voto das mulheres; elas são a maioria do eleitorado e guiam sua decisão pelas questões econômicas
Em Fernandópolis, há uma boa chance das eleições serem decididas pelo voto das mulheres; elas são a maioria do eleitorado e guiam sua decisão pelas questões econômicas
Por Breno Guarnieri
Mais presente que os homens nas universidades e até no mercado de trabalho, a mulher está mais exigente em relação às eleições
Não é de hoje que as mulheres representam a maioria do eleitorado fernandopolense. O candidato que quiser alcançar uma cadeira na Câmara Municipal ou assumir o comando da Prefeitura de Fernandópolis terá, sobretudo, de conquistar novamente o eleitorado feminino.
Isso mesmo. São as mulheres que vão decidir as eleições de outubro em Fernandópolis. Elas representam 52,32% (26.704) dos 51.040 eleitores da cidade, enquanto os homens somam 47,57% (24.281), segundo dados atualizados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
As mulheres com idade entre 25 e 59 anos são a maioria – representam 65,3% do eleitorado feminino. Especialistas afirmam que, justamente por ser maioria, as mulheres se tornarão o principal alvo dos candidatos na campanha eleitoral que começa em agosto. E erra quem pensa que é fácil influenciar o “sexo frágil”. Mais presente que os homens nas universidades e até no mercado de trabalho, a mulher está mais exigente.
Até pelos recentes escândalos de corrupção trazidos à tona, elas são unânimes em repudiar o político corrupto e de maus antecedentes e exaltar a honestidade como principal virtude de quem busca representar o povo no Poder Executivo ou no Legislativo.
ELEITORA “MADURA”
Essa parcela da população, de 25 a 59 anos, considerada a idade adulta e em que se concentra a maior parte da fase produtiva das mulheres, leva em conta a realização e propostas de obras concretas pelos políticos, de preferência, as palpáveis e visíveis, como o asfalto nas ruas e a construção de escolas e unidades de saúde.
Para a empresária Amanda Guimarães, 42 anos, moradora no Bairro Higienópolis, o histórico é essencial na escolha de um candidato. “Ser ficha limpa é imprescindível para que um político se torne representante do povo”, destacou.
Há quem reconheça que muito ainda precisa ser feito em relação às eleições. “Sou crítica ao processo eleitoral. É um período muito curto e os eleitores ficam submetidos à questão da propaganda”, avaliou a professora Maria Cláudia Alencar, 34 anos, moradora no Jardim Planalto.
Também são tantos os escândalos envolvendo diferentes siglas que, para a grande maioria das entrevistadas, a legenda passou a não ter importância na hora de escolher um candidato. “O partido é indiferente porque em todos têm gente boa e gente ruim”, frisou a engenheira ambiental Camila Fonseca, 30 anos, moradora no Bairro Coester.