Por Walter Duarte

Pontilhão no KM 562 da rodovia agora tem o nome do patriarca do grupo Arakaki - Foto: Carlos Magno
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sancionou na última quarta-feira, dia 12, o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado que dá o nome de "Koei Arakaki" ao viaduto localizado no quilômetro 562 da rodovia Euclides da Cunha (SP-320), em Fernandópolis. O homenageado é patriarca da família Arakaki, dona da Alcooeste Destilaria. A sanção foi publicada na edição de hoje, dia 13, do Diário Oficial.
O projeto que deu origem à lei sancionada é de autoria da deputada estadual Analice Fernandes (PSDB) e foi aprovado pelos parlamentares no dia 15 de dezembro do ano passado.
A justificativa do projeto de lei, a deputada lembrou a importância da família para Fernandópolis. "A Alcoeste trouxe ânimo e força para que os sonhos dos irmãos Kosuke e Riromassa crescessem e dessem início ao Grupo Arakaki, que atualmente possui quatro empresas que atuam em diversos segmentos, como agroindústria, comercio e serviço. Trata-se da mais clara e sincera forma de homenagear, conferindo o justo reconhecimento aos préstimos exercidos pelo patriarca do grupo junto à comunidade de Fernandópolis", escreveu.
O viaduto, construído durante a obra de duplicação da rodovia, era a única obra de arte viária no trecho fernandopolense da estrada sem um nome oficial.
Homenageado
Koei Arakaki, nasceu no Japão na cidade de Shuri, até então a única capital da Ilha de Okinawa, localizada ao extremo sul do Japão, em 11 de janeiro de 1903. Foi onde passou sua infância e juventude, e desde seus 8 anos em 1911 ouviu no Japão que passava por dificuldades, histórias sobre um país chamado Brasil onde o eldorado acontecia, existia fartura e prosperidade.
Ele saiu em 15 de outubro de 1918 do porto da cidade de Kobe, desembarcando no Brasil apenas em 29 de dezembro do mesmo ano, com 15 anos, realizando o seu sonho, juntamente com um irmão mais velho Saburo Arakaki.
Em 1926 com 23 anos, casou-se por procuração com a Sra. Nahi Shimabukuro Arakaki que estava no Japão, estando ele no Brasil, e sem a conhecer pessoalmente, só em fotos trocadas. Passados 9 meses depois de se casar no Japão, se conheceram pessoalmente ainda embarcada no navio, pois o SR. Koei Arakaki, que estava ansioso, foi levar roupas e sapatos ocidentais novos, comprados por ele para substituir o kimono e tamanco japoneses, as únicas coisas que trazia com ela.
O casal teve sete filhos, quatro homens e três mulheres, Koyo (Pedro), Kosuke (Luis), Iokiko (Maria Helena), Riromassa (José), Tomiko, Hiromitsu e Sumiko.
Em 1948, a família Arakaki mudou-se para Catanduva, para poder estudar os filhos e para que eles aprendessem outras profissões.
Em 1951, os filhos Kokuse e Pedro, decidiram que deveriam deixar de ser empregados e abrir algum oficio por conta própria. Após visitarem diversas cidades, optaram pelo município de Fernandópolis, logrando muito sucesso, sendo que compraram uma casa para abrigar o Sr. Koei e o restante da família.
Meados da década de 50, Kosuke passou a vender tratores novos, da marca Zetor e em 1962 adquiriu a revenda regional dos tratores Massey Ferguson, de fabricação nacional, juntamente com seu irmão Riromassa.
A revenda de tratores Masey Ferguson prosperou e no final de 1970 Kosuke e Riromassa, juntamente com outros empresários fernandopolenses, decidiram partir para outros segmentos de negócios: começaram as tratativas para a montagem da Alcoeste Destilaria Fernandópolis S/A.
A Alcoeste trouxe ânimo e força para que os sonhos dos irmãos Kosuke e Riromassa crescessem e dessem início ao Grupo Arakaki, que atualmente possui quatro empresas que atuam em diversos segmentos, como agroindústria, comercio e serviço, formando o Grupo Arakaki.
O Sr. Koei Arakaki faleceu aos 75 anos em 1978.