ZPE
Licitação vencida pela Construmil prevê retorno das ações ao município em caso de descumprimento das obrigações
Licitação vencida pela Construmil prevê retorno das ações ao município em caso de descumprimento das obrigações
Da redação

Para André Pessuto, Zambon fez um bom trabalho à frente da ZPE
O prefeito de Fernandópolis, André Pessuto (DEM), afirmou ontem que pode convidar o ex-vice-prefeito, e ex-presidente da AZPEF, José Carlos Zambon (Pros), para retomar o comando do projeto ZPE (Zona de Processamento de Exportação), caso a Construmil não cumpra com a obrigação de adquirir a área. Pelo edital da licitação vencida pela construtora de Goiânia, as ações da empresa que vai administrar a ZPE voltam para o município em caso de descumprimento. “Se a Construmil não conseguir comprar a área eu não tenho problema nenhum em chamar o Zambon aqui e pedir a ele que reassuma e faça uma nova licitação. Ele fez um excelente trabalho à frente da ZPE”, disse Pessuto. Em entrevista a "O Extra.net", Zambon disse que acredita no sucesso da licitação já realizada. “A nossa torcida é para que dê tudo certo. Sobre o futuro, é uma questão de sentar e conversar. Eu tenho um cargo público no Estado, que eu reassumi, então fica difícil dizer sim ou não. O que eu espero é que as coisas evoluam do jeito que estão”, disse o ex-vice-prefeito. O chefe do Executivo afirma que a empresa protocolou um novo pedido de prorrogação do prazo para fazer o investimento, mas que não sabe de quanto é esse prazo e se o requerimento tem base legal para ser aceito. “Recebemos uma carta com o pedido e está nos trâmites legais aqui dentro. Eu preciso de um parecer do jurídico sobre sua legalidade. O que eu posso dizer antes disso é que estamos à disposição para o diálogo”, completou.
NOVELA
O primeiro prazo para que a vencedora da licitação quitasse os R$ 23,3 milhões pelo terreno destinado à ZPE venceu em novembro do ano passado. Na época, a Construmil alegou que o imóvel, pertencente ao Grupo Arakaki, "estava hipotecado" e pediu mais 30 dias para se acertar com os empresários fernandopolenses. Ao fim do prazo, os dois grupos anunciaram um acordo para a venda da área e pediram mais 30 dias ao município para solucionar entraves burocráticos. Após mais uma data "perdida", o Grupo Arakaki anunciou a preparação do local para o plantio de cana-de-açúcar e afirmou que "se surgir algum interessado, a área poderá ser vendida".