Por Walter Duarte
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região condenou esta semana a dois anos e oito meses de prisão em regime semiaberto o ex-deputado federal e proprietário do Frigoestrela, Etivaldo Vadão Gomes. O político de Estrela d’Oeste é acusado de desvio de verbas de um convênio entre o Ministério da Agricultura e o Sindicato Rural de Urupês, em 1995. A defesa dele, no entanto, garante que o caso está prescrito.
O TRF-3 manteve a condenação imposta pela Justiça Federal de São José do Rio Preto, mas desclassificou a conduta dos réus de peculato (desvio de dinheiro por funcionários público) para estelionato.
A pena de Gomes, que era de cinco anos, acabou reduzida. Os demais também obtiveram abatimento de pena. Os desembargadores não autorizaram a substituição da pena de prisão por prestação de serviços comunitários.
Segundo da denúncia, o ex-assessor informal de Vadão, Jonas Arruda, o ex-presidente do Sindicato Rural de Urupês, José Silvestre Ettruri, e o ex-prefeito de Urupês, José Ravagnani (já falecido), teriam desviado R$ 76,5 mil liberados pelo Denacoop (Departamento Nacional de Cooperativismo e Associativismo) para capacitação técnica de pequenos agricultores.
O próprio Jonas teria ficado com R$ 35 mil, que segundo o Ministério Público Federal (MPF) foram utilizados para a promoção pessoal do ex-deputado. O ex-prefeito teria recebido R$ 9 mil, e o restante foi gasto com a realização da “Festa da Goiaba”.
Segundo o advogado dele, Ronaldo Bresciani, Arruda confessou o crime. “Eu cheguei a conversar com ele sobre a possibilidade de fazer uma delação premiada, mas ele me disse que não teria nada a revelar”, afirmou. O defensor ainda não sabe se vai recorrer da sentença.
Já a defesa de Vadão, sob a responsabilidade do criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, considerou a decisão do TRF uma vitória. Para ele, em breve será reconhecida a prescrição do caso. “Ganhamos o processo”, resumiu. O advogado de José Silvestre, Luduger Nei Tamarozzi, não foi encontrado para comentar o caso.